Lula quer chegar a mil institutos federais e preparar jovens para a IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (1º), durante entrevista ao Flow Podcast, que pretende elevar para mil o número de institutos federais no país e ampliar a formação de jovens em áreas ligadas à inteligência artificial.

Lula relembrou que o Brasil tinha 140 institutos federais quando ele chegou à Presidência, em 2003, e encerrará este ano com 802 unidades. 

“Em 100 anos, a elite brasileira fez 140 institutos federais. Eu, agora, em três, quatro anos, estou fazendo 112. Ou seja, estou fazendo em quatro anos o que eles fizeram em 100 anos. Porque o Brasil nunca apostou na educação”, declarou.

Lula explicou ao apresentador Igor Coelho que os institutos oferecem desde o ensino médio até cursos universitários. 

“A molecada aprende muito”, disse.

Para o presidente, a expansão da rede federal de ensino superior faz parte de um projeto de desenvolvimento que combina ensino, ciência e geração de empregos qualificados. Lula apontou a formação tecnológica como uma das prioridades para os próximos anos.

“Nós queremos formar milhares de jovens nesse mundo digital. O Brasil não vai ficar devendo nada a ninguém em inteligência artificial”, afirmou.

O domínio dessas novas tecnologias ganhou peso na disputa econômica entre os países. Para Lula, o Brasil precisa formar sua própria mão de obra e alcançar soberania tecnológica, em vez de depender do conhecimento e das ferramentas produzidas no exterior.

“A gente não vai mais exportar o nosso minério. Nós queremos transformar aqui no Brasil”, declarou.

A expansão do ensino superior também foi citada pelo presidente. De acordo com ele, o número de trabalhadores com diploma universitário passou de 4,8 milhões, em 2003, para 25,5 milhões atualmente. Sua meta é chegar a 60 milhões ou 70 milhões.

“Isso vai qualificar o Brasil do ponto de vista da produtividade e da competitividade”, disse. Lula lembrou ainda a criação do ProUni, do Fies e do Reuni, programas que ampliaram o ingresso de estudantes pobres nas universidades.

“A filha da empregada doméstica vai para a universidade ser médica, arquiteta, engenheira, psicóloga, cientista política. Essa gente que não gosta de mim vai continuar não gostando, mas eu vou continuar fazendo”, afirmou.

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