O candidato Flávio Bolsonaro (PL) amarelou e fugiu do debate da TV Globo na noite desta quinta-feira (01) na iminência de se confrontar com o candidato mais crítico a ele no campo da direita: Renan Santos (Missão).
Desse modo, o filho 01 de Jair Bolsonaro, mais uma vez, não mantém sua palavra, pois havia dito que participaria do debate de “qualquer jeito”, inclusive sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia anunciado que não iria ao debate.
Sob argumento de interferência do judiciário, o candidato do PL diz que não vai se sujeitar as regras do debate decididas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque, a ministra Estela Aranha proibiu a TV Globo de mostrar um púlpito vazio com o nome de Lula.
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Contudo, o que pode ter pesado mais na posição de Flávio foi a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que a tevê permita a participação do candidato do Missão na vaga do presidente Lula.
Na decisão, Mendes citou a decisão tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinando que o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, também participe do debate.
“Em uma análise de razoabilidade que deve nortear a aplicação do princípio da igualdade de chances no processo eleitoral, não parece ser legítimo admitir a participação de candidato situado em patamar inferior em termos de intenções de voto”, diz o ministro.
Antes da decisão de Mendes, o candidato do PL já sabia da movimentação de Renan no STF. Por isso, a avaliação é que a possível presença dele teria contribuído para a desistência de Flávio.
Renan acusou a emissora e a campanha do filho 01 de Bolsonaro de preferirem um debate sem confronto direto.
Além disso, o candidato argumentou que, sem a sua presença, o eleitor não teria o contraponto crítico sobre as investigações que cercam o senador no Caso Master e a atuação da família Bolsonaro.