Associações tentam reverter fim das bets no STF

Tela de smartphone relacionada a apostas online
Smartphone com referência a apostas online. Foto: Reprodução

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a medida provisória que proíbe as casas de apostas no Brasil. As entidades pediram uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da norma.

A ação questiona a MP 1.394/2026, assinada pelo governo federal na última sexta (25), que proíbe as apostas de quota fixa. O texto determina o fim das licenças vigentes em 30 dias e veda publicidade e patrocínios do setor.

ANJL e IBJR sustentam que a medida é inconstitucional e pode causar prejuízos bilionários às empresas autorizadas a atuar no país. As associações também alegam que não existia urgência para interromper um mercado que já operava sob regras federais.

As entidades afirmam que a União poderá ter de devolver os valores pagos pelas operadoras: as empresas autorizadas já recolheram R$ 2,55 bilhões em outorgas.

Plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Entidades citam regulação aprovada pelo Congresso e risco de mercado ilegal

O marco regulatório das apostas online surgiu em 2023, por meio de lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República. Fux já relata no STF três ações que discutem os efeitos sociais e econômicos da atividade.

No documento apresentado ao Supremo, as associações afirmam que a mudança compromete a previsibilidade para investimentos no país. “Esse arrependimento legislativo gera prejuízos irreparáveis, deteriorando a confiança dos agentes de mercado”, dizem as entidades.

Dados da Fazenda apontam queda no volume de apostas em 2026. Os aportes mensais passaram de R$ 22,5 bilhões no fim de 2025 para R$ 13 bilhões no primeiro semestre deste ano.

As associações também alertam que a proibição pode deslocar apostadores para plataformas clandestinas, que não seguem regras de proteção ao consumidor. Estudos citados pelas entidades estimam que o mercado ilegal de apostas movimente até R$ 40 bilhões por ano no Brasil e aceite pagamentos por cartão de crédito, prática vedada às empresas reguladas.

Artigo Anterior

Cury engrossa coro contra as bets em BH

Próximo Artigo

VÍDEO – “Mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”, diz Lula

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!