
O DCM definiu o que a Globo fez com a jornalista Maria Cristina Fernandes. Entregou a cabeça da comentarista da GloboNews aos cães bolsonaristas. A corporação ‘desmentiu’ uma informação dela sobre o temor de setores da igreja católica com a possível retirada da gaveta de um projeto contra Nossa Senhora Aparecida.
Extremistas evangélicos estariam tentando retomar a ideia de que a santa deve deixar de ser a padroeira do Brasil, por deliberação do Congresso. Foi o que a jornalista disse na GloboNews, sem a necessidade de usar powerpoint.
O desmentido da Globo é estranho, a história toda é estranhíssima, e eu ainda acho que aí tem. Um líder evangélico chutou uma imagem de Aparecida nos anos 90. Os evangélicos não cultuam santos, o que é direito de qualquer um.
A própria globo desmentiu o negócio, larga de ser mentiroso. pic.twitter.com/0hlWC3nGft
— Guilherme ✝️🇧🇷👨👩👧🗽🇮🇱 (@Guilher13244177) September 25, 2026
Mas por que as novas referências a Aparecida? Para jogar para a torcida da extrema direita neopentecostal? O projeto estaria sendo desengavetado? Sou solidário com Maria Cristina.
O resumo disso tudo pode estar nesta frase de Antonio Tabet, do Porta dos Fundos:
“A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
(Esclareço, mesmo que não precise, que tenho uma conexão afetiva, muito mais do que religiosa, com santas e santos. É um vínculo que mantenho com as memórias das minhas velhas – minha mãe, minha avó e minhas tias rezadeiras. Por causa delas eu sou um sujeito santeiro. Não mexam com Nossa Senhora Aparecida.)