A empresários, Lula diz que eleição opõe democracia e “nova barbárie”

Presidente Lula em evento com empresários em SP. Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a empresários reunidos nesta sexta-feira (25), em São Paulo, que a eleição de outubro decidirá se o Brasil vai fortalecer a democracia ou abrir caminho para a “barbárie”. Em um discurso de campanha, ele pediu votos para sua chapa com Geraldo Alckmin e afirmou que os presentes conhecem a experiência dos dois à frente do Executivo.

“O que está em jogo é se a gente vai querer fortalecer o regime democrático ou se a gente quer fazer a barbárie nesse país”, afirmou. Lula disse que o país precisa escolher entre consolidar o processo democrático e seguir o caminho que chamou de “nova barbárie”. Ele não citou nominalmente seu principal adversário nesse trecho.

Ao comparar as candidaturas, o presidente recorreu à sua trajetória e à de Alckmin. “Eu não preciso falar mal de ninguém. Vocês sabem quem são os candidatos e vocês sabem quantos têm condições de governar esse país”, disse aos empresários. Em seguida, advertiu que uma escolha eleitoral equivocada teria consequências para o país: “Isso aqui não é um jogo de truco. Você não pode blefar”.

Lula afirmou que um próximo mandato exigirá uma reforma política. Criticou o peso do Congresso sobre o Orçamento da União e cobrou dos eleitores atenção à escolha de deputados e senadores. “Quem está lá é resultado de vocês também”, declarou.

O presidente também associou a disputa eleitoral ao controle das riquezas brasileiras. Alertou que terras raras e minerais críticos despertam o interesse dos Estados Unidos e defendeu que esses recursos sejam extraídos, transformados e industrializados no Brasil. Disse querer investimento estrangeiro, desde que o país preserve o comando sobre sua produção e adquira conhecimento tecnológico.

Na reta final do discurso, Lula voltou a pedir apoio aos empresários. “Ninguém tem mais experiência do que nós dois”, afirmou sobre sua chapa com Alckmin. Ele prometeu crescimento econômico em um novo mandato e concluiu com um apelo pelo voto em 4 de outubro.

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