Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência, tentou falar pelo celular quatro vezes nos quatro dias que antecederam a primeira prisão do ex-banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro, segundo informações colhidas no celular de Vorcaro pela Polícia Federal.
A informação foi revelada por Aguirre Talento, no jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (24). Conforme apontado, Flávio mandou mensagens ou tentou ligar via aplicativo nos dias 13, 14, 15 e 16 de novembro de 2025.
Na primeira mensagem, disse: “Fala mermão! Bom dia! Pode atender?”. O banqueiro respondeu que retornaria, mas não houve registro neste sentido.
A última das mensagens foi a que ficou famosa após revelação do Intercept Brasil, em maio: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. S6 (só) preciso que me dê uma luz! Abs”, escreveu Flávio a Vorcaro.
A reportagem lembra que contato entre os dois começou em dezembro de 2024, mas a PF encontrou o histórico mais antigo de mensagens apagadas. A investigação teve acesso somente aos três últimos meses de conversas entre os dois.
As novas informações somam-se ao balaio de outros elementos que demonstram a proximidade entre Flávio e Vorcaro e a busca do senador por “recursos”, cujo objetivo certo e valor final ainda não foram esclarecidos.
Segundo Flávio vem tentado colar, a relação se deu em torno de uma proposta de financiamento que ele diz ser privado ao filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. No entanto, sobram suspeitas sobre para que, de fato, o dinheiro foi pedido e onde foi aplicado — questões que Flávio nunca explicou e que estão sob investigação.
Nesta quinta (24), também veio à tona, em reportagem feita por Breno Pires, da revista piauí, o uso de aeronave de luxo, por Flávio Bolsonaro, pertencente a uma companhia que tinha Vorcaro como um dos sócios. Uma das fatias era de Willer Tomaz, o WT, advogado e amigo de Flávio, e a outra, do empresário Laércio Cosentino, da Totvs.
Tomaz, entre outras coisas, é investigado no caso do rombo do INSS e viajou com Flávio em safari na África do Sul, em 2025, ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado no caso das fraudes previdenciárias.