Quem é o candidato de direita condenado por mandar matar adolescente

Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier
Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier. Foto: Reprodução

O ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, recebeu pena de 14 anos e três meses de prisão em regime fechado por mandar matar o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, em março de 2004. O Tribunal do Júri do Recanto das Emas condenou o ex-parlamentar, que nega as acusações.

A acusação sustentou que Xavier decidiu encomendar o assassinato porque acreditava que Ewerton mantinha um relacionamento com sua então esposa. O ex-deputado teria pago R$ 15 mil pela execução.

O corpo do adolescente foi encontrado atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas, com marcas de tiros de revólver. Xavier era casado havia 14 anos na época e suspeitava de relacionamentos extraconjugais da mulher com adolescentes, entre eles Ewerton.

O júri ouviu oito testemunhas, incluindo os pais da vítima, a ex-esposa de Xavier, delegados que atuaram no caso e o ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal Laerte Bessa. O ex-deputado foi o último interrogado no Fórum do Recanto das Emas.

Condenação anterior havia sido anulada em 2024

Xavier já havia recebido uma condenação de 15 anos de prisão pela morte de Ewerton, mas a Justiça anulou o julgamento em 2024. A defesa apresentou novos elementos, entre eles um relatório policial e depoimentos dos policiais civis Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior, que participaram da investigação.

A primeira condenação levou à cassação do mandato de Xavier, tornando-o o primeiro deputado distrital a perder o cargo na Câmara Legislativa do Distrito Federal por causa de uma condenação criminal. Ele exerceu três mandatos, após eleições em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.

Durante sua passagem pela Câmara Legislativa, Xavier apresentou a Lei nº 893, de 1995, que criou o Dia do Evangélico no calendário oficial do Distrito Federal. A data é celebrada em 30 de novembro.

O ex-deputado pretende disputar uma vaga de deputado distrital em 2026 pelo Democracia Cristã. Como é candidato, o juiz Valter André de Lima Bueno Araújo determinou que o mandado de prisão só seja expedido no dia seguinte à eleição.

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