
O Tribunal Superior Eleitoral passará a exigir dos institutos informações mais detalhadas sobre a metodologia das pesquisas realizadas para um eventual segundo turno das eleições de 2026. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, deverá comunicar as empresas sobre a mudança nos próximos dias.
O alcance das novas exigências ainda não foi divulgado. A informação inicial é que o sistema de registro do TSE passará a cobrar dados metodológicos mais aprofundados. Sem a publicação dos detalhes, ainda não é possível saber quais informações serão acrescentadas nem se haverá mudanças práticas sobre questionários, amostras ou divulgação dos levantamentos.
A iniciativa é mais um capítulo da ofensiva de Nunes Marques sobre o setor. Em julho, o ministro defendeu a criação de um “selo de acurácia eleitoral” para premiar institutos que chegassem mais perto do resultado das urnas. A ideia provocou críticas de pesquisadores e especialistas e acabou abandonada.

Antes disso, Nunes Marques já havia suspendido uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que mostrava queda de Flávio Bolsonaro. A decisão monocrática atendeu a uma representação da pré-campanha do senador, que alegava que perguntas sobre o caso Master poderiam induzir respostas negativas entre os entrevistados.
A intervenção provocou reação dentro do próprio TSE, com o debate ultrapassando questões tradicionais de registro e alcançando o conteúdo dos questionários. Integrantes da campanha de Lula chegaram a manifestar receio de que a decisão abrisse espaço para maior interferência da Corte sobre pesquisas durante a disputa.