
Karina, cantora sul-coreana e líder do grupo de K-pop aespa, estrelou uma campanha da Converse que a empresa retirou das redes sociais após usuários associarem elementos da imagem a símbolos da Ku Klux Klan (KKK), organização supremacista branca dos Estados Unidos.
A publicidade promovia o Converse Chuck 70 X, lançado internacionalmente em 27 de agosto. Nela, a artista usava saia branca e segurava um par de tênis pretos junto ao corpo.
A iluminação da peça criava uma forma triangular sobre a roupa de Karina. Nas redes, usuários compararam o efeito visual ao capuz pontudo tradicionalmente ligado à KKK e relacionaram os calçados suspensos a representações de linchamentos.
Após a repercussão, a Converse apagou a publicação de seus canais e disse que trabalhava para removê-la de outros locais onde o anúncio havia circulado.
Karina of K-Pop group Aespa was featured in a new Converse All-Stars ad for Asian markets. The American internet decided it was racist. The rest of the world said “stop looking at everything through racism colored glasses,” “the whole world doesn’t revolve around you, sheesh.” pic.twitter.com/pr3Y5G9j0M
— Libby Emmons (@libbyemmons) September 19, 2026
Converse reconhece erro após retirar anúncio
Em comunicado, a marca pediu desculpas pela campanha. “Entendemos por que essa imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que erramos. Isso não deveria ter acontecido e vamos fazer melhor”, afirmou a empresa.
Karina é o nome artístico de Yu Ji-min, cantora, rapper e dançarina de 26 anos. Ela ganhou projeção internacional como líder do aespa, grupo formado pela SM Entertainment em 2020.
O aespa também reúne Giselle, Winter e Ningning. O quarteto se consolidou entre os principais grupos femininos da nova geração do K-pop com músicas como “Next Level”, “Savage”, “Spicy” e “Supernova”.
Com 22,6 milhões de seguidores no Instagram, Karina mantém trabalhos individuais e colaborações além das atividades com o aespa, que ampliou sua presença no mercado internacional desde a estreia, em novembro de 2020.