VÍDEO: Marco Rubio tenta falar com Lula na ONU e é deixado “no vácuo”

Momento em que Lula é abordado por Rubio na ONU. Foto: reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tentou falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (22), mas foi ignorado. As imagens mostram que a tentativa de aproximação não terminou em conversa entre os dois.

No intervalo entre os discursos dos líderes mundiais, Rubio caminhou em direção ao presidente brasileiro nos corredores do plenário. O chefe da diplomacia estadunidense chegou perto de Lula e apontou na direção dele.

Lula olhou rapidamente para Rubio, mas seguiu caminhando pelo local. A gravação não mostra uma troca de palavras entre o presidente e o secretário de Estado. Ele é um dos porta-vozes da extrema-direita nos EUA, aliado da família Bolsonaro, e crítico declarado do petista.

Lula manda recado a Trump

Em discurso voltado à defesa da soberania nacional e da democracia, Lula afirmou que o presidente dos Estados Unidos não pode interferir no processo eleitoral brasileiro.

“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou Lula, arrancando aplausos da plateia. A declaração ocorre um dia depois de o petista chamar o líder estadunidense de “imperador” em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional.

Após defender que os EUA precisam deixar de interferir em outros países da América Latina, como no sequestro de Nicolás Maduro e nos embargos contra Cuba, o presidente brasileiro defendeu as ações do seu governo contra o crime organizado e afastou a possibilidade de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, o que abriria espaço para ações estadunidenses.

“Não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos”, disse.

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