Mensagem que aponta que o TSE vai comandar a eleição do novo Papa com urnas eletrônicas é fake antigo

Boato – O TSE vai comandar a eleição do novo Papa com urnas eletrônicas brasileiras.

Análise

Mensagens com teor satírico ou contendo acusações sem fundamento sobre o sistema eleitoral brasileiro costumam voltar a circular com frequência em ambientes virtuais. Recentemente, um texto antigo reapareceu em redes sociais afirmando que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil seria responsável pela organização do processo de escolha de um novo líder da Igreja Católica, utilizando urnas eletrônicas transportadas até o Vaticano.

O conteúdo afirma que o próximo pontífice seria escolhido por meio de urnas eletrônicas e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria participação no processo. A publicação utiliza expressões como “caixinhas mágicas” e menciona uma pessoa chamada “rei Searom”. Em algumas versões da história, também aparecem imagens ou montagens que associam autoridades brasileiras ao processo de escolha do Papa. Leia a versão que circula online:

A eleição do novo Papa será através da urna eletrônica e comandada pelo TSE Caixinhas mágicas eletronicamente , q foram desenvolvidas para fazêr milagre , provalvemente ja estão sendo preparada para envio imediato , supervisionada pelo rei Searom, e enviada no prazo de 72 horas.

Checagem

Para verificar se o TSE vai comandar a eleição do novo Papa com urnas eletrônicas, respondemos às seguintes perguntas: 1) TSE vai comandar a eleição do novo Papa com urnas eletrônicas? 2) Como é realizada a eleição de um novo Papa e quem é responsável pelo processo? 3) Há alguma relação entre o TSE e o conclave que escolhe o Papa?

TSE vai comandar a eleição do novo Papa com urnas eletrônicas?

Não. A alegação não possui qualquer respaldo na realidade. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um órgão do Poder Judiciário do Brasil com competência restrita ao território nacional, responsável tão somente pela organização, gestão e fiscalização das eleições brasileiras. Nenhuma urna eletrônica é enviada ao Vaticano nem existe qualquer envolvimento da Justiça Eleitoral brasileira no processo da Igreja Católica.

A publicação trata-se de um conteúdo antigo que já havia sido distribuído no contexto da sucessão papal no Vaticano. Por vezes, essa mesma narrativa falsa é acompanhada por montagens ou imagens manipuladas que envolvem autoridades do Judiciário brasileiro.

Como é realizada a eleição de um novo Papa e quem é responsável pelo processo?

A eleição do Papa ocorre por meio de um conclave realizado no Vaticano. Os cardeais eleitores se reúnem na Capela Sistina e participam de uma votação secreta.

As normas do conclave determinam que a eleição seja realizada por escrutínio e que, para a escolha ser válida, o candidato precisa obter pelo menos dois terços dos votos dos eleitores presentes e votantes. As normas oficiais do Vaticano estabelecem essas regras.

As cédulas utilizadas na votação são posteriormente queimadas. A fumaça produzida na Capela Sistina é utilizada tradicionalmente para informar ao público se houve ou não a eleição de um novo Papa. A documentação oficial do Vaticano também determina a manutenção do sigilo durante o processo. O documento do Vaticano sobre o conclave descreve o procedimento.

Há alguma relação entre o TSE e o conclave que escolhe o Papa?

Não. São processos institucionais completamente diferentes. O TSE faz parte da Justiça Eleitoral brasileira e atua sobre as eleições e os procedimentos eleitorais do Brasil. Já o conclave é um procedimento interno da Igreja Católica realizado no Vaticano e conduzido pelos cardeais eleitores.

O TSE mantém atualmente sistemas e urnas eletrônicas destinados às Eleições Gerais brasileiras de 2026. A Justiça Eleitoral informou, por exemplo, que utilizará centenas de milhares de urnas eletrônicas no pleito brasileiro. A informação consta no portal oficial do TSE.

Conclusão

É falsa a afirmação de que o TSE enviará urnas eletrônicas para comandar a escolha do Papa. A eleição papal é feita exclusivamente no Vaticano por meio de votação manual em cédulas de papel conduzida pelos cardeais, sem qualquer participação da Justiça Eleitoral brasileira.

Fake news ❌

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