O palpitômetro jornalístico a serviço da campanha eleitoral, por Luís Nassif

O jogo jornalístico em torno das eleições consiste em emplacar o maior número de chamadas negativas. E esse modelo envereda pelo universo do palpitômetro, do achismo. O jornalista “acha que” tal coisa é ruim ou boa. Sendo do lado de Lula, sempre é ruim. Mas o “achômetro” não se baseia sequer nas pesquisas do próprio jornal. Achei porque acho e ninguém tem nada com isso.

Aí aparece a notícia do reajuste do Bolsa Família. A chamada é:

Na mesma página, outra nota – não de “achômetro”, mas de reportagem – falando da preocupação do bureau de Flávio Bolsonaro com a medida. Se está preocupado, é porque pode ser eficiente.

Então, o palpitômetro muda.

Se podem dar votos, onde está o risco?

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