“STF tirou a Presidência do pai e vai dar ao filho”, diz deputado bolsonarista

Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode favorecer o candidato na disputa pela Presidência. “O STF tirou a Presidência do pai, agora o STF vai dar a Presidência ao filho”, disse o parlamentar, segundo a coluna de Guilherme Amado no PlatôBR.

Aliados de Flávio Bolsonaro têm apontado que a crise no Supremo beneficia sua candidatura. Medeiros disse que os ministros precisam deixar de ocupar o que classificou como protagonismo na escolha presidencial.

“Esse ativismo já extrapolou todos os limites possíveis. É preciso devolver o protagonismo do processo eleitoral para quem é dono dele: o eleitor”, afirmou o parlamentar. Ele também defendeu que “a política” fique com os políticos, as decisões judiciais com a Justiça e a legislação com o Legislativo.

Para Medeiros, a atuação do STF terá influência no resultado da eleição de outubro. O deputado associou decisões tomadas pela Corte nos últimos anos tanto à situação eleitoral de Jair Bolsonaro quanto à de Lula.

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Gilmar Mendes apontou viés eleitoral em atuação de André Mendonça

Na última terça (15), durante julgamento no STF, o ministro Gilmar Mendes afirmou que André Mendonça agia com “viés político-eleitoral”. O decano citou o ato realizado por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista e o discurso em defesa de Mendonça.

Gilmar declarou que a Corte havia entrado “em campanha eleitoral de forma indevida”. “É evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos dessa PET”, disse.

O ministro também mencionou a escolha do 7 de Setembro como data do ato e afirmou que esse cenário envolvia o STF em campanha. Gilmar citou ainda os “pixulecos”, em referência ao boneco gigante de Mendonça usado na manifestação.

“Isso não se faz, pessoa decente não faz isso”, afirmou Gilmar Mendes. André Mendonça reagiu à crítica, disse que o colega estava “sendo leviano” e interrompeu o ministro.

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