Documento cita “Mario” como sócio da produtora de “Dark Horse”

O deputado federal Mário Frias. Foto: reprodução

Um organograma manuscrito apreendido na casa de Karina Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB), cita “Mario” como “sócio” da “Goup USA”, produtora ligada ao filme “Dark Horse”. O documento passou a integrar o inquérito que apura movimentações financeiras envolvendo entidades e empresas relacionadas à produção.

A Polícia Civil de São Paulo encontrou o papel em uma pasta recolhida na residência de Karina em 1º de junho de 2026. O organograma tem outras anotações e nomes, mas os autos não incluem relatório policial que explique o significado das relações descritas no manuscrito.

O ministro Flávio Dino retirou o sigilo do caso após levá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (13). Na decisão, Dino afirmou que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) teria papel de liderança em uma “suposta arquitetura criminosa” investigada no processo.

As investigações apontam que essa estrutura envolveria a Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”. A empresa tem uma operação brasileira comandada por Karina Gama e uma versão nos Estados Unidos, na qual Michael Davis figura como sócio majoritário.

Karina Gama e Mário Frias. Foto: reprodução

Investigações citam transferências e emendas de Mário Frias

Mário Frias não ocupa função formal na estrutura que financiou o filme, mas aparece como produtor executivo da obra. O deputado também colocou ao menos uma funcionária de seu gabinete para trabalhar na produção.

Como pessoa física, Frias transferiu mais de R$ 600 mil à conta da produtora, que pagou faturas do cartão de crédito dele. A apuração ainda examina emendas destinadas pelo parlamentar ao ICB, entidade presidida por Karina Gama.

A Polícia Federal identificou que parte dos recursos pagos pelo ICB a fornecedores chegou à Go Up. O instituto mantém contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, conforme os dados reunidos no inquérito.

O organograma também menciona a Go7 e a Academia Nacional de Cultura (ANC), empresas controladas por Karina. A Go7 recebeu R$ 1 milhão de fornecedor do ICB e repassou R$ 2,5 milhões à Go Up, enquanto a ANC recebeu R$ 6,1 milhões de fornecedores do instituto durante as gravações de “Dark Horse”.

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