Moraes pede nova quebra de sigilo do Master às vésperas de sessão no STF; veja decisão

Alexandre de Moraes em sessão da Primeira Turma do STF
Alexandre de Moraes em sessão do Supremo Tribunal Federal. Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que retire o sigilo de um inquérito ligado ao Banco Master antes da sessão prevista para esta terça-feira (15). Moraes afirma que os autos sob relatoria do ministro André Mendonça reúnem elementos essenciais para o julgamento sobre mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na petição enviada a Fachin, Moraes escreveu que a PET 15645 permanece sob sigilo, embora tenha relação direta com a PET 16662, incluída na pauta do Supremo. “Solicito à Vossa Excelência que seja determinado o levantamento do sigilo da PET 15645 e a disponibilização dos autos a todos os integrantes do colegiado, antes do referido julgamento”, disse o ministro.

O pedido busca garantir que todos os integrantes do STF tenham acesso ao material antes de analisar o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro, dono do Banco Master. Fachin convocou a sessão plenária para discutir o documento produzido por determinação de Mendonça.

Na noite de domingo (13), Fachin encaminhou a solicitação de Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu uma manifestação “com a brevidade” possível. A Presidência do STF assumiu a relatoria da discussão sobre a situação de Moraes no sábado (12).

Inquérito sob sigilo trata de pagamentos ligados a Vorcaro e ao Master

A PET 15645 teria informações sobre uma rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e do Banco Master. Moraes sustenta que esse conteúdo precisa ficar disponível aos ministros antes do julgamento, pois pode interferir na análise do caso levado ao plenário.

Edson fachin e Paulo Gonet. Fotomontagem: Getty Images e Rosinei Coutinho/STF

A PGR já defendeu no Supremo o arquivamento do relatório elaborado por Mendonça. Para a procuradoria, a produção do documento teve irregularidades porque o ministro teria determinado a medida no âmbito das investigações do Master sem comunicação prévia à Presidência da Corte e sem submissão ao plenário.

Esse possível vício na origem do relatório pode levar os ministros a interromper a discussão antes de examinar se as mensagens justificariam a abertura de uma investigação. Outra questão envolve a necessidade de acessar eventuais respostas enviadas por Moraes a Vorcaro.

A Polícia Federal localizou 52 mensagens com datas entre 21 de dezembro de 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez. O relatório afirma que Moraes atuou na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa do ministro.

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