
Policiais militares retiveram um pen drive de 64 GB destinado ao banqueiro Daniel Vorcaro na Papudinha, em Brasília, depois de identificarem arquivos incompatíveis com o conteúdo declarado para o aparelho. O caso chegou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de julho. Com informações de Metrópoles.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que administra a unidade, informou que o dispositivo deveria conter apenas músicas. A Papudinha permitia administrativamente a entrada de aparelhos para reprodução musical, desde que a administração analisasse previamente os arquivos.
A inspeção ocorreu antes de o equipamento chegar a Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Os policiais não detalharam nos documentos públicos quais tipos de arquivos encontraram nem revelaram quem levou o pen drive à unidade prisional.
Investigadores da Polícia Federal foram à Papudinha em 15 de julho e apreenderam formalmente o dispositivo. Mendonça retirou o sigilo do processo, o que permitiu a divulgação das informações sobre a retenção e a perícia solicitada.

PF pediu perícia sobre arquivos e alterações no dispositivo
A Polícia Federal encaminhou o pen drive ao Instituto Nacional de Criminalística. Os investigadores pediram a extração dos dados e a identificação de eventuais e-mails, planilhas e documentos de texto armazenados no equipamento.
O pedido também prevê a verificação das datas de alteração dos arquivos e da pasta chamada “trash”, correspondente à lixeira. A perícia deve buscar elementos que indiquem quando os dados passaram por modificações.
Os peritos ainda devem tentar identificar o computador ou o usuário responsável pela manipulação dos conteúdos. Essa análise pode apontar informações técnicas sobre a origem e o uso do dispositivo antes de sua entrega na Papudinha.
Os documentos liberados no processo não revelam o conteúdo dos arquivos considerados incompatíveis pela PMDF. O pen drive permaneceu retido antes de chegar a Vorcaro e passou depois à custódia da Polícia Federal.