Nesta sexta-feira, 11 de setembro, a partir das 19h, dez centrais sindicais de Minas Gerais se reúnem em uma palestra conjunta para debater os impactos dos atentados de 11 de setembro de 2001 sobre a segurança internacional, a soberania nacional e os desafios estratégicos do Brasil no cenário geopolítico atual.
A atividade tem a participação da CTB Minas, Força Sindical Minas, UGT, Nova Central, Central Pública, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas e CUT. O debate será transmitido pelos canais Plano Brazil e GRU! Geopolítica em Ação.
A palestra tem como convidados Marco Antonio de Freitas Coutinho e Edilson Moura Pinto.
Coutinho é coronel do Exército Brasileiro, oficial de Material Bélico formado pela AMAN, pela EsAO e pela ECEME, com mestrado em Ciência Política Internacional pela Fundación Universitaria Iberoamericana, na Espanha. Atuou como adido de Defesa na Rússia e tem experiência também na Ucrânia, atuando hoje como analista e pesquisador em defesa, logística militar, geopolítica e relações internacionais. É criador do canal GRU! Geopolítica em Ação.
Pinto é físico, professor e pesquisador, doutor em Engenharia de Materiais pela Universidade de Coimbra, com mestrado em Física pela Unicamp e graduação pela Unesp. Sua atuação de pesquisa está voltada a materiais nanoestruturados, eletroquímica, sensores e tecnologias avançadas. É criador e editor-chefe do Plano Brazil, projeto dedicado à análise de defesa, tecnologia militar e geopolítica, e diretor de Projetos do Instituto GSEC.
De acordo com Pinto, os atentados de 11 de setembro de 2001 provocaram uma reformulação da estratégia de segurança dos Estados Unidos, com repercussões que se estenderam ao direito internacional. Um dia após os ataques, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a Resolução 1368, que reconheceu o direito inerente à legítima defesa individual ou coletiva, e, em 28 de setembro daquele ano, a Resolução 1373 reforçou o regime internacional de combate ao terrorismo. O episódio ampliou o debate internacional sobre os limites entre legítima defesa, prevenção e soberania nacional.