
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, defendeu nesta quarta-feira (09) a autonomia da Polícia Federal e afirmou ter confiança em uma solução do Supremo Tribunal Federal (STF) para as questões em discussão. A manifestação ocorreu em vídeo divulgado nas redes sociais, em meio à crise que envolve a corporação e o tribunal.
Lima declarou que a PF continuará suas atividades “em plena normalidade”, sem interferências. “A Polícia Federal do Brasil continuará desenvolvendo as suas atividades em plena normalidade, buscando a verdade doa a quem doer, utilizando da sua autonomia sem qualquer interferência, valendo-se da sua reconhecida capacidade técnica”, disse.
O ministro recuperou uma frase pronunciada no ato de sanção de uma lei ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “cada instituição republicana é maior do que a soma dos seus integrantes”. A declaração foi usada para defender a preservação do funcionamento institucional da Polícia Federal.
Segundo Lima, o governo federal acompanhou medidas conduzidas pela Advocacia-Geral da União (AGU) e por outras áreas da administração para restabelecer a normalidade da corporação. Ele afirmou que a equipe atuou com “muita serenidade e com muito foco” para manter as operações e a gestão da PF.
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O chefe da Justiça afirmou que o ministério mantém interlocução com diferentes níveis da Polícia Federal. “Estamos dialogando permanentemente com todos os entes da Polícia Federal, da sua direção superior até os mais recentes integrantes deste quadro funcional”, declarou.
Ao tratar dos desdobramentos judiciais, Lima disse confiar que o STF dará encaminhamento às demandas levadas à Corte. “Confiança de que o Supremo Tribunal Federal haverá de dar solução adequada para todas as questões que são levadas ao seu conhecimento”, afirmou.
Em nota, o Ministério da Justiça renovou sua “mais absoluta confiança nas instituições republicanas que prestigiam a Constituição Federal e as leis do nosso país”. O texto também citou o prestígio e a credibilidade conquistados pela Polícia Federal perante a sociedade.
A pasta afirmou que as investigações da PF devem seguir com “absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei”, alcançando fatos e envolvidos sem exceções. A nota acrescentou que nenhuma circunstância pode comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso.