Cláudio Castro recebeu caviar como pagamento de empresa laranja, diz PF

Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. Foto: reprodução

A Polícia Federal apontou que uma empresa ligada ao advogado Antonio Carlos Santos, conhecido como Pipo, pagou uma encomenda de caviar atribuída ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. O episódio integra a investigação que levou à segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada em agosto.

A representação da PF registra que Castro contatou por WhatsApp um importador de caviar em 24 de abril. Naquele momento, ele estava hospedado no hotel Emiliano, em São Paulo, um mês após se tornar inelegível e 20 dias antes de uma primeira operação de busca e apreensão.

Na conversa, Castro pediu a tabela de produtos e escreveu: “Você poderia mandar a tabela do caviar?”. O fornecedor respondeu “Agora!!” e informou que trabalhava com sete tipos da iguaria.

O pedido incluiu uma porção para consumo no mesmo dia e outra para levar ao Rio. “Pra hoje, Imperial de 100g e um kit”, escreveu Castro ao vendedor, conforme a documentação descrita pela corporação.

Lata de caviar Beluga Imperial
Lata de caviar Beluga Imperial. Foto: Reprodução

PF calcula encomenda de R$ 10,5 mil e cita empresa de advogado

A tabela encaminhada pelo fornecedor trazia o nome Claudio no cabeçalho e itens que somavam R$ 11.285. Após desconto, o valor final da compra ficou em R$ 10.500, segundo a PF.

Castro teria feito um Pix para quitar a encomenda, mas os recursos saíram da AC Santos Participações e Empreendimentos. A empresa pertence a Antonio Carlos Santos, advogado ligado ao ex-governador e também alvo da segunda fase da Operação Sem Refino.

Para os investigadores, a transação indica o uso de recursos ou da estrutura empresarial associada a Pipo para pagar uma despesa particular relacionada ao então governador. A PF afirma que o caso reforça indícios de lavagem de dinheiro por meio de interposta pessoa.

A operação apura suspeitas envolvendo Cláudio Castro e pessoas de seu círculo. A PF incluiu o pagamento do caviar entre os elementos que considera relevantes para examinar despesas privadas que, na avaliação dos investigadores, seriam incompatíveis com os rendimentos lícitos apontados no procedimento.

Artigo Anterior

Operador de Vorcaro será ouvido por Mendonça antes de delação no caso Master

Próximo Artigo

A Estratégia Oculta dos EUA para usar o STF e encurralar o Brasil, por Reynaldo Aragon

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!