Mamdani suspende uso de IA por crianças nas escolas públicas de Nova York

Zohrana Mamdani
O prefeito da cidade de Nova York, Zohran Mamdani. Foto: Heather Khalifa/Reuters

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta quarta-feira (02) uma moratória de um ano para o uso de inteligência artificial generativa por alunos das escolas públicas, da etapa 2-K ao oitavo ano. Segundo a AFP, a medida deve alcançar quase 600 mil estudantes.

A política também veta em todas as séries os chamados “chatbots de companhia”, ferramentas que oferecem apoio psicológico. Professores e responsáveis têm manifestado preocupação com possíveis efeitos da tecnologia sobre a saúde mental, o desenvolvimento cognitivo das crianças e o meio ambiente.

“A indústria tecnológica quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada pela IA não seja apenas inevitável, mas necessária. Mas não vemos dessa forma”, afirmou Mamdani em comunicado.

“As crianças precisam de professores e de conexões humanas para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades junto com seus colegas, estabelecer relações com os educadores e enfrentar problemas difíceis por conta própria”, acrescentou o prefeito.

No ensino médio, que começa no nono ano no sistema escolar dos Estados Unidos, a cidade pretende ensinar como a inteligência artificial funciona e abordar seus riscos e vieses. A rede também testará cinco ferramentas educacionais previamente avaliadas, com uso limitado e supervisão.

Mais de 38 produtos que tinham autorização anterior perderão seus componentes de IA por não atenderem aos novos critérios. Professores continuarão autorizados a usar determinadas ferramentas em funções profissionais, como a preparação de aulas e a redação de mensagens.

O Departamento de Educação de Nova York também recomenda limitar o tempo de tela em sala de aula a 30 minutos para estudantes até o quinto ano e a 45 minutos para alunos do sexto ao oitavo ano.

Nova York administra o maior distrito escolar dos Estados Unidos. A rede pública municipal registrou mais de 900 mil alunos matriculados no ano letivo de 2024-2025.

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