
O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo enviou a integrantes do governo de Donald Trump um compilado de notícias sobre mensagens que indicam proximidade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. A iniciativa busca mobilizar auxiliares do presidente dos Estados Unidos contra o magistrado.
O conteúdo das conversas veio a público em 1º de setembro, depois que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento reúne mensagens relacionadas a Moraes e Vorcaro.
Figueiredo apresentou o material como um “alerta”. A interlocutores, ele relatou que o enviou a uma lista formada por integrantes da Casa Branca, membros do Departamento de Estado e pessoas influentes próximas a Trump.
O movimento pretende pressionar o governo americano a reaplicar a Lei Magnitsky contra Moraes. Os Estados Unidos impuseram a sanção ao ministro em julho de 2025, mas revogaram a medida meses depois.

Relatório da PF cita encontros e consulta antes de prisão
As mensagens reunidas pela PF indicam encontros entre Moraes e Vorcaro no apartamento do ministro em São Paulo. O relatório também aponta a participação dos dois na organização de um fórum jurídico em Londres.
Em uma das conversas, enviada dois dias antes de sua prisão, Vorcaro consultou Moraes sobre a possibilidade de deixar o Brasil. Agentes prenderam o banqueiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando ele tentava embarcar para o exterior.
As investigações também abrangem a relação profissional entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF.
Um dos contratos previa 36 pagamentos mensais de R$ 3 milhões. O acordo incluía a atuação do escritório em procedimentos e inquéritos nas polícias Federal e Civil, além de processos administrativos.