
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que é necessário analisar sob uma perspectiva técnica e processual as mensagens tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, que envolvem, de maneira indireta, o ministro Alexandre de Moraes.
Para Kakay, uma eventual mensagem enviada por alguém prestes a ser preso deve ser interpretada levando em conta o contexto de desespero de quem teme a prisão. Ele destacou ainda que o conteúdo de uma das mensagens sequer teria sido confirmado.
“Como advogado criminal, posso afirmar que o cidadão que está prestes a ser preso, com medo da cadeia, manda mensagens para todas as pessoas com o desespero natural de quem está sentindo o cheiro da cadeia”, afirma.
O advogado questionou se uma mensagem supostamente enviada por alguém nessa situação poderia ser utilizada para responsabilizar o destinatário de um pedido.
“Uma suposta mensagem — tendo em vista que seu conteúdo sequer foi confirmado — de quem está para ser preso pode ser usada contra o destinatário de um pedido desesperado? Por favor. É ridículo. É politizar um relatório”, disse.

Kakay também pediu que as respostas apresentadas por Alexandre de Moraes sejam consideradas na análise do caso.
“Vamos analisar as respostas do ministro Alexandre. Cuidado mínimo de quem quer ser sério na análise dos fatos”, afirmou.
Na avaliação do advogado, portanto, a divulgação das mensagens não deveria ser analisada isoladamente nem transformada, por si só, em elemento para estabelecer uma relação de responsabilidade entre os envolvidos. Para ele, o contexto, a confirmação da autenticidade e do conteúdo das mensagens e as respostas de Moraes precisam ser considerados antes de qualquer conclusão.