
Raíla Miranda, ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, denunciou o prefeito George de Sidney por violência doméstica. Ela afirmou que ele a agrediu diante do filho do casal, de 7 anos, e disse que busca responsabilização pelas vias legais.
Raíla expôs hematomas no rosto, sangramento e cortes na parte de trás da cabeça. Segundo ela, as agressões ocorreram cerca de 20 dias antes da gravação, em agosto. “As marcas que vocês estão vendo ficaram no meu corpo, na minha memória e na memória de meu filho. Naquele dia eu tive medo e foi por medo que eu demorei a falar”, afirmou.
Ela citou o receio pela própria segurança, pelo filho e pelas consequências de denunciar alguém com poder e influência na cidade.
A ex-primeira-dama disse que pensou primeiro em sobreviver e proteger a criança. Ela também acusou o prefeito de violência patrimonial e declarou: “Hoje esse medo não vai mais me calar. Eu estou buscando os meus direitos e deixarei que as autoridades competentes investiguem e responsabilizem quem tiver que ser responsabilizado”.
A ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, Raila Miranda, denunciou em vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (30), ter sido vítima de violência contra mulher. Apesar da publicação não informar quem praticou o ato de violência, o prefeito de Granito, George… pic.twitter.com/bUJKw1Jb63
— Diario de Pernambuco (@DiarioPE) August 31, 2026
Prefeito diz que tratará o caso pela via judicial
Raíla afirmou que a violência teria começado depois que ela decidiu encerrar o relacionamento. O casal tem um filho, que, conforme a denúncia, presenciou o episódio.
Em nota divulgada na segunda (31), George de Sidney declarou que tratará os fatos exclusivamente pelos meios legais. O prefeito afirmou estar ciente de seus atos e disse que a investigação esclarecerá o caso.

“Buscarei, pelos meios jurídicos adequados, a preservação e o restabelecimento da convivência com meu filho, resguardando, acima de qualquer conflito entre adultos, o seu melhor interesse”, declarou o prefeito.
George de Sidney também afirmou que os mecanismos de proteção e combate à violência doméstica devem cumprir sua finalidade, “e não como instrumento de disputa patrimonial ou de interferência na convivência familiar”. Ele disse que não pretende levar questões familiares e judiciais ao debate público e que apresentará provas no processo.