
O candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou nesta segunda-feira (31) uma perícia para contestar a versão do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre a suposta abordagem de policiais militares a seu motorista, Alessandro Caseri. O laudo contratado pela campanha aponta que uma viatura permaneceu cerca de 20 minutos perto do Hotel Pullman, na Vila Mariana, local indicado por Caseri.
Caseri afirma que policiais o intimidaram em 11 de agosto, depois que ele deixou Haddad em casa, na zona sul paulistana. A Secretaria da Segurança Pública divulgou imagens de uma viatura passando ao lado do automóvel no trecho e horário apontados, sem que ela parasse para abordar o motorista.
A campanha submeteu imagens de quatro câmeras instaladas em pontos comerciais da rua à análise de dois peritos judiciais. Assinado em 28 de agosto, o documento não registra a abordagem, mas conclui que a viatura parou em uma área fora do alcance de parte das câmeras.
“A notícia dada de que a viatura não parou na frente do hotel está completamente desmentida. Não existe isso, está completamente consignado nos autos”, disse Haddad a jornalistas em seu comitê de campanha, no Pacaembu, região central da capital.
Candidato do PT ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad apresentou nesta segunda-feira (31) um laudo para endossar que o seu motorista foi alvo de uma abordagem irregular por policiais militares.
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— Folha de S.Paulo (@folha) September 1, 2026
O advogado Thiago Rocha, que representa Haddad e Caseri, afirmou que três viaturas passaram pelo motorista: uma diante da residência do petista, quando Haddad desembarcava, e outras duas em frente ao hotel. A Secretaria da Segurança Pública informou ter examinado imagens de aproximadamente 40 câmeras privadas ao longo do trajeto relatado pelo condutor.
Rocha disse que a primeira viatura que passou pelo hotel estacionou um carro à frente de Caseri cerca de 20 minutos depois de sua chegada. “Três policiais descem dessa segunda viatura, param na porta traseira e dizem, ‘vaza’. E aí, a partir desse momento, ele sai”, afirmou o advogado.
Uma das capturas incluídas na perícia identifica um policial com lanterna acesa circulando pela rua enquanto Caseri estava estacionado. Para a defesa, esse registro e o intervalo de permanência da viatura sustentam o relato de que houve uma parada no local, apesar de as câmeras não terem filmado diretamente a abordagem.
A Procuradoria Eleitoral do Ministério Público Federal arquivou a representação apresentada pela campanha, mas avaliou como inverossímil a hipótese de coincidência nas patrulhas. A perícia foi entregue ao 96º Distrito Policial, no Brooklin, e à 2ª Delegacia Seccional de Polícia de São Paulo, responsáveis pelos encaminhamentos do caso.