
Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen ao lado de Suzane Von Richthofen, voltou a declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência. Em novo vídeo publicado ao lado do ator e produtor de conteúdo adulto Rafa Martinz, Cravinhos reforçou seu posicionamento político e afirmou ser “contra todos os crimes”.
No vídeo, o ex-detento diz que a manifestação tem caráter político e defende maior rigor contra a criminalidade. “A gente veio fazer esse marketing porque a gente tem o nosso lado político”, afirmou. Em seguida, declarou que pretende mostrar que “não existe impunidade” e citou a própria condenação como exemplo.
Cristian ainda afirmou ter cumprido 23 anos de pena e disse que ainda está em regime aberto. “No meu caso em si, não houve impunidade. Foram 23 anos de pena cumprida. Eu ainda estou aqui de regime aberto e respondendo mais 14 anos de regime aberto”, declarou. Ele também criticou o que classificou como impunidade relacionada à “grande classe aí da elite brasileira”.
‘Contra todos os crimes’, Cristian Cravinhos, responsável por espancar os pais de Suzane von Richthofen até a morte, reforça apoio a Flávio Bolsonaro e ao 22, ao lado de ator pornô pic.twitter.com/L0qZCHnEi8
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) August 30, 2026
Ao defender seu posicionamento político, Cravinhos afirmou que o poder público deveria agir contra diferentes modalidades de crime. “Não é só o crime que eu cometi, porque isso já ficou no passado. Mas todos os crimes que vão ocorrer, estão ocorrendo todos os dias”, disse. Ele também criticou o chamado “jeitinho brasileiro” e afirmou desejar “um Brasil mais honesto”.
A nova manifestação ocorre depois de Cravinhos já ter declarado voto em Flávio Bolsonaro e no número 22. Em vídeo anterior, também ao lado de Rafa Martinz, ele justificou a escolha citando segurança, educação, saúde e redução da criminalidade. “Cara, eu voto 22 para ter um Brasil mais lúdico, onde a educação é valorizada e a saúde também”, disse na ocasião.
Cravinhos foi condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela participação, ao lado do irmão Daniel Cravinhos e de Suzane von Richthofen, no assassinato de Manfred e Marísia, em 2002. O crime teve repercussão nacional. Após deixar a prisão em regime aberto, ele passou por atividades como a venda de quadros produzidos durante o período em que esteve encarcerado.
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Em julho de 2026, Cravinhos também passou a comercializar fotos e vídeos de conteúdo adulto pelas redes sociais, cobrando R$ 120 por um vídeo solo acompanhado de três fotografias, além de anunciar planos para entrar em uma plataforma de assinatura. Ele também já afirmou considerar uma futura candidatura a cargos como prefeito ou senador como forma de participar da vida pública.