
Logo após a sabatina da Globo com o presidente Lula, o jornalista George Marques, assessor na Secretaria de Comunicação Institucional da Presidência, não poupou críticas à emissora pela condução da entrevista. No X, ele questionou a decisão da bancada formada por César Tralli e Renata Vasconcellos de não perguntar sobre a crise de soberania, contando com temas relevantes como tarifaço, pressão de Trump, interferência externa.
Para Marques, a emissora tratou o golpismo e a pressão estrangeira como “paisagem”, e desconsiderou que o Brasil corre risco de ter interferências dos Estados Unidos durante as eleições. A entrevista tratou tanto de temas pessoais, que coube ao presidente Lula comparar a sabatina a um interrogatório do Ministério Público. Veja a publicação de George Marques:
É inacreditável: a Globo entrevistou o Presidente da República em plena maior crise de soberania nacional e simplesmente ignorou o assunto.
Nenhuma pergunta sobre Trump. Nenhuma sobre o tarifaço contra o Brasil. Nenhuma sobre interferência externa, ameaças à democracia ou sobre como o país pretende reagir à pressão de uma potência estrangeira.
A Globo conduziu a sabatina como se estivéssemos diante de uma eleição absolutamente normal, isolada do cenário internacional e das pressões que o Brasil enfrenta.
Talvez aí esteja justamente o problema: para uma parte da nossa imprensa, o golpismo, a pressão estrangeira e as ameaças às instituições parecem ter sido incorporados à paisagem. Isso também diz muito sobre esta eleição.