
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na sabatina do Jornal Nacional, que o governo deve encerrar 2026 com superávit primário de 0,1% e se apresentou como defensor da responsabilidade fiscal. “Portanto, se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, disse, desmontando o enunciado tendencioso da apresentadora Renata Vasconcellos.
Lula declarou que recebeu o governo, em janeiro de 2023, com déficit de 2,8% e sem “orçamento para governar”. A entrevista integrou o ciclo de sabatinas com candidatos à Presidência promovido pela TV Globo.
Ao tratar da dívida pública, o presidente afirmou que um patamar equivalente a 80% do Produto Interno Bruto não destoa de índices internacionais. “80% do PIB em dívida pública não é muito se olharmos para os Estados Unidos, para o Japão, para a Itália”, afirmou.
“A mim não preocupa a dívida pública”, acrescentou Lula. Ele associou parte do valor da dívida brasileira à taxa de juros elevada e disse que a responsabilidade fiscal “baliza” sua vida.
A Renata podia dormir sem essa? Podia!
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Resultado de julho e meta fiscal de 2026
As contas do Governo Central tiveram superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional. O saldo, que não considera os juros da dívida, foi o melhor resultado para o mês desde 2022 e superou a projeção de déficit de R$ 5,5 bilhões do mercado.
Apesar do resultado mensal, as contas acumulavam déficit de R$ 81,3 bilhões em 2026. Em 12 meses, o resultado negativo alcançou R$ 71,6 bilhões, valor equivalente a 0,55% do PIB.
A meta fiscal prevê superávit de R$ 34,3 bilhões, ou 0,25% do PIB, mas a margem de tolerância permite o cumprimento formal da regra mesmo se o resultado chegar a zero. Em julho, a receita líquida somou R$ 226,3 bilhões, alta real de 7,7% ante o mesmo mês de 2025.
O Tesouro atribuiu a alta da arrecadação ao Imposto de Renda, ao avanço da receita previdenciária impulsionado pelo emprego formal e ao aumento de receitas com recursos naturais após a valorização do petróleo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu as cobranças sobre despesas obrigatórias e dívida: “Tem que melhorar o fiscal no país.”