
César Tralli cobrou o presidente Lula (PT) sobre a fila de pedidos do INSS durante a sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27), lembrando que o petista havia prometido reduzir a espera no início do terceiro mandato. Lula respondeu que o governo anunciará na próxima semana que a fila foi zerada. “Eu, na semana que vem, vou anunciar que a fila zerou”, afirmou.
O presidente disse que cerca de 250 mil pessoas estarão aguardando por até 45 dias, patamar que classificou como normal para o fluxo do instituto. “Nós chegamos a ter 3 milhões de pessoas na fila. E nós vamos entregar agora a fila terminada na Previdência Social”, declarou.
A expressão “fila zerada” não significa que o INSS ficará sem requerimentos aguardando análise. O instituto recebe novos pedidos continuamente. A meta adotada pelo governo é eliminar o estoque que ultrapassa o prazo de análise e manter os requerimentos dentro da janela de até 45 dias.
César Tralli: E a fila do INSS?
Presidente Lula: Semana que vem vamos anunciar o fim dela. Você tá convidado!
— Gustavo Petta 6️⃣5️⃣6️⃣5️⃣6️⃣ (@gustavopetta) August 28, 2026
A fila atingiu 3,1 milhões de pedidos em fevereiro deste ano e passou a cair nos meses seguintes. No fim de junho, o INSS informou que o estoque havia recuado para 1,8 milhão de requerimentos, o menor patamar em 21 meses. Poucos dias antes, a sequência de quedas na fila e a meta de eliminar os pedidos fora do prazo já vinha sido destaque do governo.
Durante a entrevista, Tralli afirmou que Lula havia assumido o governo prometendo zerar a fila e destacou que o problema ainda afetava aposentados e pensionistas. O presidente respondeu com o anúncio previsto para a semana seguinte e convidou o jornalista a acompanhar o ato em Brasília: “Você está convidado antecipadamente para ir a Brasília assistir ao ato em que a gente vai comemorar com os aposentados”.
A redução da espera é uma das principais metas da gestão do INSS em 2026. O governo intensificou mutirões, análise automática de requerimentos e programas extraordinários para acelerar processos, enquanto o Tribunal de Contas da União ainda aponta gargalos estruturais de tecnologia, automação e capacidade de análise no instituto.