
Uma recepção a Manoel Messias, preso pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, terminou em uma briga entre Mariana Naime e Luiza Cunha, candidatas do PL no Distrito Federal e familiares de envolvidos nos processos. Testemunhas relataram uma acusação de contato físico durante o confronto. Com informações de Congresso em Foco.
O episódio ocorreu no sábado (22), em frente ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime). Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram ao local acompanhar a saída de Messias, que permaneceu cerca de três anos e meio no Complexo Penitenciário da Papuda.
Mariana é mulher do coronel Jorge Eduardo Naime e pré-candidata a deputada federal pelo PL no Distrito Federal. Ela chegou à recepção com uma camisa de campanha e acompanhada por um segurança, o que teria provocado incômodo em parte dos presentes.
A pré-candidata se apresenta politicamente como “candidata do Nikolas”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A presença dela no ato antecedeu a chegada de familiares de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão.
Uma recepção a Manoel Messias, preso pelos atos de 8 de janeiro, terminou em discussão entre duas candidatas do PL no DF. O episódio envolveu Mariana Naime e Luiza Cunha, familiares de condenados, e teve acusação de contato físico levada à Polícia Civil. pic.twitter.com/kcsuq8wdMS
— Congresso em Foco (@congressoemfoco) August 27, 2026
Chegada da família de Clezão antecedeu o confronto
Edjane Cunha e Luiza Cunha, respectivamente mulher e filha de Clezão, chegaram depois ao local. Luiza também integra a disputa eleitoral pelo PL no Distrito Federal.
Testemunhas afirmaram que Edjane cumprimentou Mariana e disse estar feliz com a presença dela, pois nunca a havia visto naquele local. A interação ocorreu antes de a discussão ganhar intensidade.
Clezão morreu em novembro de 2023, quando estava preso preventivamente no Complexo da Papuda por acusações relacionadas ao 8 de Janeiro. A morte passou a ser usada por bolsonaristas em críticas ao tratamento dado a réus e condenados pelos atos golpistas.
A discussão entre Mariana e Luiza escalou até a acusação de contato físico. O caso chegou à Polícia Civil, mas os relatos disponíveis não especificam quem teria iniciado a agressão nem detalham as providências adotadas após a comunicação.