
A governadora Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, acionaram a Justiça Eleitoral em meio à troca de acusações sobre supostas redes coordenadas de ataques políticos nas redes sociais. Os dois lados afirmam ser alvo de estruturas que classificam como “gabinetes do ódio” e “milícias digitais”.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco informou que mantém duas ações cautelares sobre o caso. Os processos tramitam em segredo de Justiça e buscam produzir e preservar provas sobre a atuação dos grupos apontados pelas candidaturas.
O PSB apresentou uma das ações e atribuiu à suposta estrutura práticas de “impulsionamento inorgânico de conteúdos” e a formação de um “gabinete do ódio”. A iniciativa trata de alegados ataques contra João Campos.
A coligação Pernambuco de Coração, que apoia a reeleição de Raquel Lyra, protocolou a outra ação. O processo questiona uma suposta rede coordenada para disseminar conteúdos de ataque à governadora.
▶️ João Campos: gabinete do ódio é coordenado dentro do governo
Candidato afirmou que reportagem de Record comprovou existência de gabinete do ódio contra ele e sua família, com decisões tomadas dentro do Palácio do Governo. Disse que advogados vão tomar as medidas necessárias.… pic.twitter.com/K0xHS0vpDY
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) August 26, 2026
Acusações ganharam força após episódios nas redes
No início de agosto, Raquel Lyra registrou boletim de ocorrência depois de receber diversas transferências de centavos em sua conta bancária. Ela também denunciou um vídeo falso no qual supostamente pedia PIX a eleitores e atribuiu os episódios a uma ação coordenada de adversários, sem citar nomes.
Em outro caso, o TRE-PE determinou que um perfil favorável a João Campos retirasse uma publicação que vinculava Raquel Lyra ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A postagem usava uma imagem manipulada em que a governadora aparecia abraçada ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na terça-feira (25), a TV Record exibiu reportagem sobre uma suposta estrutura de páginas e perfis usada para atacar João Campos. A emissora apresentou uma gravação em que Amisadai Andrade da Silva, então servidor comissionado do governo estadual, descreve o funcionamento da alegada rede e fala em uma estratégia para “desidratar” o candidato do PSB.
Após a repercussão, o governo de Pernambuco exonerou Amisadai do cargo de superintendente de operações da Arena de Pernambuco. Raquel Lyra negou as acusações e afirmou que adotaria medidas contra o que chamou de “mentiras veiculadas”, enquanto João Campos disse que seus advogados acionariam a Justiça.