
Um lago formado após o colapso de uma geleira na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, pode se romper nos próximos três dias e provocar novas enchentes e avalanches na região. O alerta partiu de autoridades chinesas, segundo o Times of India.
O reservatório surgiu perto da confluência dos rios Chhochen Khola e Purepu Tsangpo, em território nepalês. Até a manhã desta quinta (27), o lago já acumulava cerca de 2 milhões de metros cúbicos de água e transbordava.
O volume equivale a aproximadamente 800 piscinas olímpicas. A previsão das autoridades é que outros 3 milhões de metros cúbicos cheguem ao lago nos próximos três dias, aumentando a pressão sobre a barreira natural que contém a água.
O Ministério dos Recursos Hídricos da China informou que acompanha o reservatório de forma contínua. A emissora estatal CCTV afirmou que equipes realizam simulações de enchentes e avaliações de risco para orientar uma eventual operação de resgate.
Desastre anterior deixou mais de 300 mortos
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BİNLERCE İNSAN CANLI CANLI TOPRAĞA GÖMÜLDÜ, KÖYLER HARİTADAN SİLİNDİ.
Herkes yağmur yağmadan bu Selin nasıl olduğunu konuşuyor?
Saniyeler içinde kütle sel her şeyi alıp götürdü, köyler yok oldu, insanlık tarihinin gördüğü en büyük felaketlerden biri… pic.twitter.com/WOsC6asvwB
— Said Ercan 🇹🇷 🌍 (@saidercan) August 26, 2026
O novo alerta ocorre depois que o colapso de uma geleira no Tibete desencadeou enchentes e deslizamentos na área de fronteira com o Nepal. A força da água atingiu vales montanhosos e comunidades na região de Rasuwa.
Autoridades dos dois países contabilizavam mais de 300 mortos até esta quinta-feira (27). Cerca de 1.500 pessoas continuavam desaparecidas após a avalanche e as enchentes provocadas pelo desastre.
Um possível rompimento do lago ameaça áreas que já sofreram com a primeira inundação e pode ampliar as dificuldades para as equipes que procuram sobreviventes. A chegada de mais água também eleva o risco de novos deslizamentos nas encostas.
Os números de mortos e desaparecidos permanecem provisórios e variam entre os órgãos responsáveis pelo atendimento. As diferenças decorrem das dificuldades de comunicação, do acesso às áreas afetadas e da verificação de informações na região montanhosa.