
O deputado israelense de extrema-direita Zvi Sukkot foi à Cisjordânia escoltado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) para destruir um monumento palestino em Madama. Após a repercussão, o Exército de Israel acusou Sukkot de violar os termos da escolta militar coordenada ao participar do caso de vandalismo. A força classificou o episódio como uma grave quebra de autoridade e afirmou que interrompeu a ação assim que identificou o que ocorria.
Sionista, Sukkot havia solicitado em 12 de agosto uma visita a monumentos em aldeias da Cisjordânia, incluindo Beta, Burin e Madama. O Exército deslocou militares de outras missões para proteger o grupo durante a visita, realizada na manhã de terça-feira.
Em nota, os militares disseram que os participantes agiram de forma “falsa e manipuladora”, sem autorização e em desacordo com o roteiro aprovado. A corporação afirmou que a demolição começou sem coordenação prévia e que os comandantes mandaram parar o trabalho e retiraram o grupo da vila.
O Exército também declarou que empregou tropas de modo desnecessário enquanto enfrentava pressão operacional. “O Exército vê a conduta e a falta de coordenação do deputado como graves, e como uma exploração da segurança das forças de segurança para uma completa violação de autoridade”, afirmou.
Parlamentar israelense de extrema direita Tzvi Succot destrói monumento palestino na Cisjordânia, sob a proteção do Exército de Israel https://t.co/AauwKSarFk pic.twitter.com/gzaMBKC4Si
— Jeff Nascimento (@jnascim) August 25, 2026
Demolição não estava incluída na autorização militar
Fontes militares ouvidas pela i24NEWS disseram que a entrada em Madama tinha autorização, mas a demolição não. Segundo essas fontes, o homem armado filmado durante o episódio integrava a segurança particular de Sukkot.
Depois de detectar a destruição do monumento, a força comunicou o caso à Brigada de Samaria. O comando superior determinou o encerramento imediato da patrulha, e os integrantes deixaram a vila poucos minutos depois.
Sukkot preside a Subcomissão de Assuntos da Judeia e Samaria do Knesset. Na semana anterior, ele havia pedido a retirada do monumento após uma reportagem sobre uma cerimônia em homenagem a Yaman Faraj, ex-chefe da ala militar das Brigadas Abu Ali Mustafa, envolvido em ataques contra israelenses durante a Segunda Intifada.
O deputado também mencionou a morte de Adva Fischer, de 19 anos, assassinada por um homem da vila, e prometeu retornar “de novo e de novo” até que os monumentos fossem removidos. O parlamentar Yair Golan criticou a ação e escreveu que Sukkot tenta “acender mais fogo e mais guerra”, acrescentando que ele “deveria estar atrás das grades, não no Knesset israelense”.
O Exército informou que remove regularmente monumentos e símbolos considerados de incitação, desde que haja autorizações e coordenação com a Administração Civil. A corporação disse que prepara outra operação desse tipo para breve.