
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou tentar impedir as investigações contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e disse tratar o caso com “muita seriedade” em entrevista à Record neste domingo (23). Ele também comentou as apurações relacionadas ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Com informações do Estadão.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se”, afirmou Lula.
O presidente disse que o filho deverá responder às suspeitas e citou as possíveis consequências das apurações. “Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, declarou.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Não ameaço mandar ministro embora nem punir delegado.” – ao comentar o caso Lulinha, Lula na Record já foi com os dois pés no peito do Bolsonaro. pic.twitter.com/7ZCnVApdYD
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) August 23, 2026
A Record programou a transmissão da entrevista para o mesmo horário do debate presidencial organizado pela Band em parceria com o Estadão na noite deste domingo.
PF conduz três inquéritos sobre Lulinha no STF
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal conduz as investigações.
Os investigadores apuram suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados dentro do governo federal.
Os casos investigados envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras estruturas da administração pública.
Lula desistiu de participar do debate da Band e do Estadão e reclamou do convite a Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão. Zema também informou que não compareceria ao encontro.