Mercadante rebate Flávio Bolsonaro e defende etanol como ativo estratégico do Brasil

Mercadante
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, rebateu a declaração do candidato Flávio Bolsonaro de que “a gasolina virou etanol” e defendeu o fortalecimento dos biocombustíveis como uma estratégia para o desenvolvimento econômico e energético do Brasil.

Segundo Mercadante, desde o início da atual gestão, o BNDES aprovou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o volume registrado no governo anterior, de R$ 4,4 bilhões.

Os recursos contemplam 17 projetos que deverão ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país. O banco também aprovou mais de R$ 1,7 bilhão para novas tecnologias, incluindo motores híbridos flex e motores a etanol para máquinas agrícolas, em projetos envolvendo Volkswagen, Stellantis e Toyota.

“Além de financiar inovação, estamos atraindo centros de pesquisa e desenvolvimento para o nosso país”, afirmou Mercadante.

Para o presidente do BNDES, os investimentos fazem parte da política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fortalecer o agronegócio, a indústria e a inovação, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono.

Mercadante classificou como equivocada a declaração de Flávio Bolsonaro sobre a mistura de etanol à gasolina. Para ele, a afirmação demonstra uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia.

“O Brasil não está ‘trocando gasolina por etanol’ para prejudicar o consumidor. Está avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país”, afirmou.

Segundo Mercadante, a ampliação do uso do etanol reduz a dependência do petróleo, cria mercado para produtores rurais, movimenta a indústria brasileira e contribui para a segurança energética do país.

O presidente do BNDES também destacou que o desenvolvimento do etanol é resultado de décadas de investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia brasileiras.

“O etanol é uma inovação brasileira, resultado de mais de 50 anos de investimentos da Embrapa, do BNDES, da pesquisa e da ciência brasileira. É uma conquista construída por gerações e, hoje, uma das principais soluções do país para a transição energética e a descarbonização da economia”, disse.

Para Mercadante, o Brasil reúne condições privilegiadas para assumir uma posição de liderança na transição energética global, ao combinar capacidade agrícola, produção de energia renovável, indústria e conhecimento tecnológico.

“É a partir dessa base que o governo Lula prepara o país para assumir o protagonismo na transição energética global, transformando nossas riquezas naturais e capacidade produtiva em desenvolvimento, inovação e oportunidades para os brasileiros”, afirmou.

Mercadante concluiu defendendo os biocombustíveis como uma oportunidade estratégica para o país.

“Enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil e uma das bases da nova economia de baixo carbono”, afirmou.

Íntegra da nota de Aloizio Mercadante:

Desde o início da nossa gestão, o BNDES aprovou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o valor registrado no governo anterior (R$ 4,4 bilhões). São 17 projetos que vão ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país. Também foram aprovados mais de R$ 1,7 bilhão em novas tecnologias, como motores híbridos flex e motores a etanol para máquinas agrícolas, com projetos da Volkswagen, Stellantis e Toyota. Além de financiar inovação, estamos atraindo centros de pesquisa e desenvolvimento para o nosso país.

Esse esforço integra a política do governo Lula de fortalecer o agronegócio, a indústria e a inovação, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono. É uma agenda que gera emprego e renda, agrega valor à produção brasileira e reduz a dependência de combustíveis fósseis.

Por isso, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro de que “a gasolina virou etanol” é mais do que equivocada: revela uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia. O Brasil não está “trocando gasolina por etanol” para prejudicar o consumidor. Está avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país. Isso significa menos dependência do petróleo, mais mercado para o produtor rural, mais atividade para a indústria brasileira e maior segurança energética.

O etanol é uma inovação brasileira, resultado de mais de 50 anos de investimentos da Embrapa, do BNDES, da pesquisa e da ciência brasileira. É uma conquista construída por gerações e, hoje, uma das principais soluções do país para a transição energética e a descarbonização da economia. Por isso, esse novo ataque do negacionismo climático não pode ficar sem resposta.

O Brasil possui uma vantagem competitiva única: produzir energia renovável em grande escala e desenvolver a tecnologia para utilizá-la. É a partir dessa base que o governo Lula prepara o país para assumir o protagonismo na transição energética global, transformando nossas riquezas naturais e capacidade produtiva em desenvolvimento, inovação e oportunidades para os brasileiros.

Enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil e uma das bases da nova economia de baixo carbono.

Aloizio Mercadante

Artigo Anterior

Vamos tirar os bandidos e devolver os territórios ao povo do Rio, diz Lula

Próximo Artigo

Janja exalta trajetória de Benedita, que prega união contra volta dos ‘coisas ruins’ no RJ

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!