Ariana Grande se revolta e manda Trump parar de usar suas músicas em vídeos

Ariana Grande e Donald Trump. Foto: Reprodução

A cantora Ariana Grande exigiu que o governo de Donald Trump deixe de usar suas músicas em vídeos após a equipe de comunicação do presidente dos Estados Unidos publicar no TikTok um registro com a faixa “We Can’t Be Friends” (“Não podemos ser amigos”, em português). A artista afirmou que não autorizou o uso da canção e contestou a mensagem associada à publicação.

O vídeo mostrava Trump caminhando em direção a um palco durante um comício, ao som da música lançada por Grande em 2024. A publicação incluía o verso “Me and my truth we sit in silence” e a frase: “Men can’t have babies and should never compete in women’s sports”.

Nos comentários, Ariana Grande respondeu: “Nunca mais usem minha música. Além disso, a verdade de vocês é falsa”. O comentário deixou de aparecer posteriormente, e o áudio passou a constar como indisponível após a repercussão.

Uso de músicas ocorre durante ofensiva contra pessoas trans

Esta foi a segunda manifestação da cantora contra o uso de seu repertório pelo governo Trump. Em junho, a Casa Branca usou “Bye”, outra faixa de 2024, em um vídeo no TikTok para divulgar ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, o ICE.

Na ocasião, Grande escreveu: “Por favor, nunca mais usem minha música em relação a esse absurdo bárbaro, desumano e hediondo. Fod*-se o ICE”. A Casa Branca retirou a música do vídeo pouco depois da reação da cantora.

A nova postagem foi publicada enquanto Trump mantém medidas contra pessoas trans. Em janeiro de 2025, no primeiro dia de seu segundo mandato, o presidente assinou uma ordem executiva que determina o reconhecimento federal apenas dos sexos masculino e feminino e estabelece que documentos oficiais devem refletir o sexo atribuído no nascimento.

Em junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que os estados podem proibir mulheres trans de disputar categorias esportivas femininas sem violar, segundo o tribunal, o Título IX ou a Constituição americana.

Outras artistas também contestaram o uso de suas canções pelo governo Trump. Katy Perry reclamou em julho da inclusão de “Firework” em um vídeo da Casa Branca sobre ataques dos Estados Unidos ao Irã, enquanto Sabrina Carpenter chamou de “maligna e repugnante” uma publicação oficial que usou “Juno” em imagens de prisões de imigrantes, em dezembro de 2025.

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