Zema critica STF, chamando-o de “balcão de negócios do crime” em novo ataque

Romeu Zema, ex-governador de MG. Foto: reprodução

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Partido Novo à presidência, Romeu Zema, declarou que o Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou um “Supremo Balcão de Negócios” e que é responsável por gerar crises no Brasil. Ele alegou que os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes se associaram ao banco Master, de Daniel Vorcaro, em busca de enriquecimento pessoal.

“Temos dois ministros que estão claramente associados ao maior criminoso do Brasil, o fundador e controlador do Banco Master. Eles se encontraram para beber uísque, voaram juntos em um jatinho, participaram de festas e reuniões, eram muito próximos, isso é um fato”, disse Zema em uma entrevista ao Metrópoles.

Segundo o ex-governador, Toffoli e Moraes deveriam não apenas ser alvos de impeachment, mas também serem investigados e potencialmente presos. “Além do impeachment, o que eles fizeram, após uma investigação, pode justificar até a prisão, pois usaram suas posições para enriquecer”, afirmou.

Zema descreveu a ligação dos ministros com Vorcaro como “uma vergonha para o Brasil” e afirmou que o país enfrenta uma das maiores crises de sua história, originadas dentro do próprio STF. “Quem antes atuava como bombeiro para apagar incêndios agora virou incendiário. Está colocando em risco nossa República e nossas instituições”, declarou.

Assista à entrevista de Zema:

As afirmações de Zema surgem após o ministro Gilmar Mendes solicitar a inclusão do pré-candidato no “inquérito das fake news”, criado para investigar ameaças a ministros. Isso ocorreu em razão de uma série de vídeos satíricos que Zema divulgou nas redes sociais, onde os ministros aparecem como fantoches de pano.

Um dos vídeos faz ironia ao fato de Gilmar Mendes ter anulado a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, que pertence a Toffoli e seus familiares. Zema reagiu dizendo: “Não era de se esperar outra coisa de um tribunal que se especializou em perseguições”.

O pré-candidato também criticou o modelo de indicação de ministros ao STF, mencionando nomeações feitas pelo presidente Lula, como Zanin, Toffoli e Dino, e afirmou que sua proposta é ter “um Supremo diferente, composto por pessoas que realmente possuam um histórico ilibado”.

Entre as mudanças que Zema defende estão a imposição de uma idade mínima de 60 anos para ingresso na Corte, limitando o mandato a 15 anos, e a eliminação das decisões monocráticas, especialmente aquelas que anulam atos do Congresso. “Uma decisão de um ministro, às vezes um ministro júnior, tem mais peso do que o voto de 513 deputados federais”, reclamou.

Quando questionado se orientaria sua base no Congresso a avançar com o impeachment de ministros, Zema respondeu de forma direta: “Certamente”. Ele mencionou nominalmente Moraes e Toffoli, com base em suas conexões com o Banco Master: “O que fizeram é usar o cargo para enriquecer. Não estão atuando a favor do contribuinte”.

Zema acrescentou que a percepção negativa do STF pela população é evidente e observou que outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro, evitam criticar a Corte por receio de retaliações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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