Nesta análise, o jornalista Nassif tece duras críticas à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, à imprensa e à condução de investigações baseadas em vazamentos de informações.
Os principais pontos da análise são:
- Crítica à Imprensa e ao “Lobby” Inócuo: Nassif analisa uma reportagem sobre supostos negócios de corrupção envolvendo “Lulinha” e a lobista Roberta Luxinger. Ele argumenta que a matéria não traz informações relevantes e que o lobby de Roberta era amador e inócuo, diferentemente do verdadeiro lobby profissional — que exige profundo conhecimento técnico e jurídico, como o que foi feito no setor elétrico e no BNDES no passado.
- Os Negócios do ITEP (Instituto de André Mendonça): Nassif denuncia que, logo após assumir o STF, André Mendonça fundou o ITEP (um instituto de cursos), obtendo autorização recorde do Ministério da Educação para pós-graduações. O instituto acumulou 61 contratos com entes públicos. Nassif destaca três casos suspeitos:
- Cláudio de Castro (Governador do RJ): Assinou um contrato com o ITEP e o segurou por 11 meses. O contrato foi liberado apenas 17 dias após André Mendonça e Cássio Nunes votarem a favor de Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Conselho Federal de Contabilidade: Contratou o ITEP para um curso de oratória. Nassif aponta a contradição, dado o envolvimento de grandes empresas de contabilidade no escândalo de desvio de fundos de previdência (caso Master).
- Consórcio Seoste (Grande São Paulo): Presidido pelo prefeito de uma cidade que realizou um dos maiores aportes de fundos de previdência no caso Master, o consórcio contratou o ITEP para um curso de 12 meses. Três dos cinco maiores contratos do ITEP envolvem partes com interesses diretos no caso Master.
- Promessas de Doação: O ministro afirma publicamente que doa 10% de seus ganhos para sua igreja e 90% para obras sociais e de educação. Nassif ironiza a declaração, comparando-a às promessas não registradas em cartório de Deltan Dallagnol.
- Vazamentos de Informação: Nassif aponta que um delegado lotado no gabinete de Mendonça — que na época em que o ministro chefiava o Ministério da Justiça usava ferramentas israelenses para monitorar servidores críticos ao governo — é o principal suspeito de vazar conversas fora de contexto para a imprensa, que as publica de forma acrítica. Assista: