
Uma advogada registrou neste domingo (4) imagens de uma suposta compra de votos em um bar na comunidade Maísa, na zona rural de Mossoró (RN). Ana Flávia Lira publicou o vídeo nas redes sociais e questionou homens que estavam no estabelecimento sobre dinheiro, um caderno com anotações e materiais de campanha.
Segundo Ana Flávia, o caderno continha nomes de eleitores.
As imagens mostram um dos homens tentando esconder o material enquanto outros tentam retirar a advogada à força do estabelecimento. Em outro momento, um homem deixa o bar por uma janela e sai do local em uma motocicleta.
A advogada afirma ainda que havia pessoas com cédulas de R$ 100 no estabelecimento. Durante a gravação, ela se identifica como advogada do grupo político ligado à candidatura de Cadu de Lula e diz ter presenciado uma suposta compra de votos.
A advogada Ana Flávia Lira flagrou uma situação com fortes indícios de compra de voto em favor do candidato ao Governo do RN Allyson Bezerra e aliados na Comunidade Rural da Maisa. https://t.co/3txbisWyRx
— Bruno Barreto (@Barreto269) October 4, 2026
Nas imagens aparecem santinhos de Allyson Bezerra, Cinthya de Allyson, Robinson Faria e Zenaide Maia espalhados pelo bar.
Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró, é candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Robinson Faria é pai do ex-ministro Fábio Faria, genro de Silvio Santos, cujo nome apareceu recentemente em mensagens de Daniel Vorcaro relacionadas a encontros com mulheres em Londres. A presença dos materiais de campanha no estabelecimento, por si só, não comprova participação dos candidatos na suposta compra de votos.
Um dos homens filmados também vestia uma camisa azul com a frase “eu tô fechado com o menino” e uma imagem associada a Allyson Bezerra. Ana Flávia confronta os presentes durante a gravação e questiona a movimentação de pessoas e dinheiro no estabelecimento.
O vídeo foi divulgado nas redes sociais neste domingo, dia do primeiro turno das eleições.
A denúncia envolve uma possível prática de compra de votos, mas as imagens, isoladamente, não permitem determinar a origem do dinheiro nem eventual participação dos candidatos cujos materiais aparecem no local.