“Uma nova campanha vai começar e vamos comparar os projetos”, diz Lula sobre o segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai disputar o segundo turno da eleição presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 99,85% das urnas apuradas neste domingo (4), Lula tinha 45,12% dos votos válidos, enquanto o candidato da extrema direita aparecia com 47,06%

Flávio recebeu 56.072.190 votos, e Lula, 53.762.471. A diferença entre os dois foi de 2.309.719 votos. Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos, a decisão ficou para 25 de outubro.

Em seu primeiro pronunciamento após a divulgação do resultado, Lula agradeceu aos brasileiros que compareceram às urnas.

Em declaração na noite deste domingo, Lula afirmou que o segundo turno permitirá uma comparação direta entre os dois projetos apresentados ao país.

“O segundo turno é a hora da prova dos nove. É a hora de a gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil que a gente quer. A partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha. Uma campanha em que, apenas entre dois candidatos, a gente vai poder mostrar a diferença entre as propostas que existem para o Brasil”, declarou.

Ao falar sobre Flávio, o presidente disse que o adversário representa “apenas incerteza” e citou as suspeitas que cercam a família Bolsonaro. 

“Do outro lado, nós temos apenas incerteza, com a biografia de um passado tenebroso. Não existe nada que possa vislumbrar um horizonte promissor para a sociedade brasileira”, afirmou.

Lula disse que pretende concentrar a campanha na defesa dos programas de inclusão social e dos investimentos em educação, saúde, ciência e indústria. Entre as propostas citadas estão a ampliação das escolas de tempo integral, a universalização do Pé-de-Meia, o fortalecimento do SUS e da Farmácia Popular e os recursos destinados à Nova Indústria Brasil.

“A gente vai mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera que seja feito. E ninguém, mais do que nós, pode oferecer à sociedade brasileira um futuro”, disse.

O presidente também reafirmou que não aceitará um ajuste fiscal que retire direitos ou recursos da população mais pobre. 

“Não haverá política de corte fiscal capaz de prejudicar as pessoas pobres deste país. Não haverá. Isso eu tenho como premissa”, declarou.

Lula se dirigiu ainda aos cerca de 28 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. Segundo ele, a participação no segundo turno será decisiva para definir os rumos do país.

“Nós vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que, neste momento histórico do Brasil, o voto é necessário para a gente definir o futuro deste país”, afirmou.

“Termina a primeira fase do Campeonato Brasileiro. E a segunda fase é para Lula e Alckmin ganharem as eleições e continuarem governando este país. O jogo vai começar”, completou.

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