
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito reservado e vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial desta quinta-feira (01). A ministra Estela Aranha concedeu uma liminar solicitada pelo PT.
Lula, candidato à reeleição, recebeu convite para o encontro, mas decidiu não comparecer. No horário do debate, ele dará entrevista ao podcast “Flow”.
Na decisão, obtida pelo Metrópoles, o TSE suspendeu o item 7 da ata do debate presidencial de 2026, que previa a exibição da cadeira vazia identificada com o nome do candidato ausente. A medida também alcança a dinâmica de perguntas dirigidas a Lula durante o programa.
“Defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da ‘Ata Debate Presidencial 2026’”, escreveu Estela Aranha. A ministra determinou que a Globo se abstenha de aplicar o dispositivo no debate de 1º de outubro.

Liminar também veta perguntas ao candidato ausente
No despacho, a ministra citou expressamente a vedação à “exibição destacada da cadeira vazia identificada” e à formulação de perguntas destinadas ao candidato que não estará presente.
Estela Aranha fixou que a emissora poderá sofrer multa caso descumpra a ordem. A decisão trata exclusivamente das regras previstas para a participação ou ausência de Lula no debate.
Estão confirmados no encontro Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A Globo organizará o debate sem o púlpito de Lula em destaque.
A liminar vale para o debate presidencial marcado para esta quinta-feira (01), quando Lula participará da entrevista ao “Flow” em vez do programa da TV Globo.