
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira (20), a abertura de um inquérito policial para apurar uma possível fraude nos documentos usados por Pablo Marçal para comprovar sua filiação ao PRTB. O pedido integra uma ação na qual a parlamentar solicita à ministra Estela Aranha a impugnação da candidatura do ex-coach à Presidência da República em 2026. Com informações de Metrópoles.
Tabata sustenta que a única prova de que Marçal ingressou no PRTB até a data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral é uma ficha física de filiação apresentada em 10 de agosto de 2026, mais de quatro meses depois do encerramento do prazo. A deputada afirma que o documento teria sido produzido para regularizar retroativamente a situação partidária.
A ação também reúne publicações nas redes sociais que indicariam que Marçal continuou atuando como integrante do União Brasil após o prazo para a troca de partido. A parlamentar questiona ainda a validade da ficha apresentada pelo PRTB e a ausência de registro tempestivo no sistema de filiação partidária.
“São claríssimos os indícios de que a tentativa de regularização retroativa da ficha física de filiação ao PRTB constitui fraude criada a posteriori para contornar a ausência de registro tempestivo no sistema FILIA. Prova disso está no próprio ajuizamento da ação de filiação partidária, ocorrido somente em 10.08.2026, mais de quatro meses após o encerramento do prazo de filiação, o que corrobora a tese de simulação e ‘urgência fabricada’”, afirma Tabata na ação.

Pedido cita possíveis crimes eleitorais
A deputada pede que a Polícia Federal investigue a documentação. Caso os investigadores confirmem a fraude, Marçal poderá responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, falsificação de documento no âmbito eleitoral, uso de documento falso e inserção de dados falsos em sistema de informações.
Marçal já enfrenta outro pedido de impugnação, apresentado pelo Ministério Público Eleitoral. Nesse caso, o órgão considera a condenação do ex-coach por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024 à Prefeitura de São Paulo.
Tabata disputou a Prefeitura de São Paulo contra Marçal em 2024 e protagonizou embates com o adversário durante a campanha. Candidata à reeleição para a Câmara em 2026, ela diferencia sua iniciativa da ação do Ministério Público pela solicitação específica de abertura de um inquérito policial.
“Marçal não é candidato, é um problema jurídico se fazendo passar por candidato. Ele está inelegível até 2032 e há fortes indícios de irregularidade na filiação que apresentou. Por isso, recorri à Justiça e pedimos que a polícia investigue a possível falsidade desse documento. Quem quer ser presidente precisa respeitar as regras e as instituições. Marçal nunca respeitou regra nenhuma. Agora ele está fazendo o que sabe fazer de melhor: tumultuar”, afirmou a deputada.