Três semanas de combates para impedir o desastre total. Por Jeferson Miola

Jeferson Miola
Flávio Bolsoanro. Foto: Reprodução

A extrema-direita teve uma vitória acachapante.

Reelegeu e elegeu em primeiro turno governadores de vários estados economicamente e demograficamente relevantes, ampliou a representação nas assembléias legislativas e na Câmara dos Deputados, e conquistou 30 das 54 vagas em disputa no Senado.

Foram 21 vagas conquistadas diretamente pelo PL, e outras nove por partidos satélites do bolsonarismo – NOVO, União Brasil, Podemos, Republicanos.

Apesar do desastre eleitoral estrondoso não somente para o governo, mas para a sobrevivência da democracia, o strike não foi total, porque a extrema-direita não conquistou, como pretendia Washington, a cadeira da Presidência da República.

Como discursou Lula ao final da apuração, este resultado, apesar de adverso, não é o fim do mundo, porque apenas acabou a primeira fase do “campeonato eleitoral brasileiro” e começou a segunda, que dura três semanas, até o dia 25 de outubro.

É um tempo para se alertar e convencer o eleitorado dos demais candidatos sobre o horror que um eventual governo Flávio Bolsonaro representaria para o país, muito mais terrível que aquele catastrófico do pai dele.

Será um tempo, também, para se alertar a cidadania que se absteve de votar no primeiro turno –mais de 33, 4 milhões de eleitores/as– sobre a encruzilhada em que se encontra o Brasil, entre uma autocracia reacionária e entreguista, e a democracia, que cobra de cada cidadão e de cada cidadã o voto no segundo turno para impedir que nosso país seja arrastado rumo ao abismo fascista.

Lula vota em São Paulo para o primeiro turno das Eleições 2026. Foto: Sebastião Moreira / EFE

Esta segunda etapa será propícia para se comparar as biografias do Lula com a do empregador da esposa e da mãe do matador de aluguel Adriano da Nóbrega; para se comparar a trajetória do maior estadista do mundo contemporâneo com a do corrupto que recebeu pelo menos R$ 61 milhões do esquema criminoso de Daniel Vorcaro e tem laços com milícias, assassinatos e estruturas do crime organizado.

As próximas três semanas serão as mais decisivas e cruciais para o povo brasileiro, para o Brasil, para nossa democracia e para a soberania nacional.

Esses breves dias até 25 de outubro cobram da esquerda, dos progressistas, dos democratas e antifascistas de todas cores partidárias um esforço prioritário, de corpo e alma, para derrotar o gangsterismo e reeleger Lula.

O segundo turno é uma nova campanha, com o confronto direto apenas entre Lula e o filho do Jair, sem biombos de outros candidatos que Flávio Bolsonaro possa usar para se esconder.

Será um confronto direto entre a democracia e o gangsterismo. Será Lula versus o gângster-filho.

Estas três semanas do segundo turno serão de combates duros com a extrema-direita para impedir o desastre total.

Não há prioridade maior que essa neste momento histórico.

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