O setor de serviços alcançou uma dimensão recorde na economia brasileira em 2024, com 1,8 milhão de empresas ativas, 15,9 milhões de pessoas ocupadas e uma receita de R$ 3,5 trilhões.
Em relação a 2023, houve aumento tanto no número de empresas quanto no contingente de trabalhadores. Naquele ano, o setor não financeiro reunia 1,7 milhão de empresas e ocupava 15,2 milhões de pessoas.
A receita também revela a dimensão econômica das atividades de serviços. Entre os diferentes segmentos pesquisados pelo IBGE, os serviços profissionais, administrativos e complementares responderam pela maior parcela da receita, com 29,4% do total em 2024. O grupo reúne atividades como consultoria, serviços técnicos, publicidade, limpeza, segurança e outras prestações destinadas principalmente a empresas.
Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e ajudam a dimensionar o peso de uma das principais áreas da economia brasileira. O setor reúne atividades bastante distintas, que vão de transportes e tecnologia a serviços financeiros, alimentação, informação, educação e atividades profissionais.
O setor foi organizado em 34 atividades, agrupadas em sete grandes segmentos: Serviços prestados principalmente às famílias; Serviços de informação e comunicação; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; Atividades imobiliárias; Serviços de manutenção e reparação; e Outras atividades de serviços. Para análise regional, a PAS compreende 13 atividades.
Receita bruta totaliza R$ 3,9 trilhões em 2024
A receita bruta apurada pelas empresas prestadoras de serviços não financeiros totalizou R$ 3,9 trilhões em 2024, sendo que R$ 3,8 trilhões corresponderam à receita proveniente da prestação de serviços. O restante correspondeu a receitas provenientes de atividades secundárias desenvolvidas por essas empresas, como operações industriais, de construção e de revenda de mercadorias.
Já a receita operacional líquida (calculada após a dedução das vendas canceladas, abatimentos, descontos incondicionais e impostos incidentes sobre a receita bruta) do setor de serviços somou R$ 3,5 trilhões em 2024.
Os segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram em termos de participação na receita, com 29,4%. O setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio contribuiu com 28,3% do total, seguido por Serviços de informação e comunicação (19%), Serviços prestados principalmente às famílias (11,7%), Outras atividades de serviços (7,6%), Atividades imobiliárias (2,6%) e Serviços de manutenção e reparação (1,4%).
No conjunto das 34 atividades, destacaram-se Serviços técnico-profissionais, responsáveis por R$ 446,1 bilhões da receita operacional líquida, ou 12,6% do total. A segunda atividade foi a de Transporte rodoviário de cargas, com 12,2%, seguida de Serviços de tecnologia da informação (11,3%).
Serviços profissionais lideram receita
A liderança dos serviços profissionais, administrativos e complementares mostra a importância crescente das atividades voltadas ao atendimento de outras empresas dentro da economia brasileira. Em 2023, esse grupo havia assumido pela primeira vez a liderança na participação da receita do setor, superando outros segmentos tradicionalmente relevantes.
Ao mesmo tempo, o setor permanece um importante empregador. Os 15,9 milhões de trabalhadores registrados na pesquisa representam uma parcela expressiva da ocupação formal e empresarial relacionada às atividades de serviços, que têm papel central na geração de renda e na circulação econômica.
O desempenho dos serviços também precisa ser analisado em conjunto com a trajetória recente da atividade econômica. Em 2024, o volume de serviços cresceu 3,1%, registrando a quarta alta anual consecutiva, segundo o IBGE.