Senadores democratas dos Estados Unidos voltaram a pedir ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantias de que o governo de Donald Trump reconhecerá o resultado das eleições brasileiras de 2026. A cobrança foi feita em uma nova carta enviada ao secretário na segunda-feira (28).
No documento, os senadores Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine questionam se a administração Trump se comprometerá a reconhecer o resultado oficial do pleito e a manter relações diplomáticas normais com o candidato que for escolhido pelos eleitores brasileiros.
“O governo dos EUA se comprometerá a reconhecer o resultado certificado das eleições democráticas de 2026 no Brasil e a apoiar relações diplomáticas normais com qualquer candidato que seja livre e justamente escolhido pelo povo brasileiro?”, perguntaram os congressistas.
Na carta, os senadores também manifestaram preocupação com ações do governo norte-americano que, segundo eles, poderiam prejudicar a relação estratégica entre os dois países. Eles voltaram a acusar Washington de tentar interferir no processo político brasileiro.
De acordo com os parlamentares, autoridades norte-americanas estariam envolvidas, durante o segundo mandato de Trump, em uma suposta campanha de interferência e desestabilização no Brasil. Entre os fatos citados está a nomeação de Darren Beattie, crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como assessor sênior do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil.
Os senadores também mencionaram a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos após uma investigação que, segundo eles, teria sido iniciada por determinação de Trump.
A nova manifestação ocorre uma semana depois de outro grupo de congressistas norte-americanos encaminhar uma carta a Rubio com críticas à atuação do governo Trump em relação às eleições brasileiras.
Até a última atualização da reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia respondido à nova carta. Em agosto, porém, o Departamento de Estado afirmou que Washington respeitaria “qualquer governo” eleito no Brasil em outubro. A pasta também negou ter um plano para impedir a reeleição de Lula.
*Com informações do g1.
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