“Sem gordos, sem trans”: governo Trump anuncia Musk em projeto sobre o futuro da guerra

Elon Musk Pete Hegseth
O empresário Elon Musk, e o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Foto: Airman Madelyn Keech/Departamento de Guerra dos EUA

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira (30) a participação de Elon Musk em um projeto sobre o futuro das guerras durante um discurso em que atacou pessoas trans, gordas e homens com barba. Na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, na Virgínia, o secretário do governo Donald Trump afirmou que esses grupos não terão espaço nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

“Nada de gordos, nada de trans, nada de barbudos, nada de esquisitões, nada de frouxos, nada de radicais. Apenas guerreiros”, declarou. A fala ocorreu um ano depois de uma reunião com a cúpula militar na mesma base, na qual Hegseth apresentou mudanças na estrutura e na cultura das Forças Armadas. Desta vez, afirmou que os oficiais que aceitaram as prioridades do governo permaneceram nos cargos.

Batizada de Projeto Meridian, a iniciativa terá Musk como um dos líderes, ao lado de Palmer Luckey, empresário do setor de tecnologia de defesa, e Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes. O grupo deverá estudar a evolução dos conflitos e identificar tecnologias e capacidades militares consideradas necessárias para as próximas guerras.

O projeto reunirá especialistas em tecnologia, inovação e defesa. Segundo Hegseth, o objetivo é antecipar as características dos confrontos futuros e acelerar o desenvolvimento de ferramentas para as Forças Armadas. A iniciativa integra uma reorganização que também envolve sistemas autônomos e novas tecnologias militares.

No mesmo discurso, Hegseth anunciou uma redução de 20% nos cargos de generais e almirantes. O secretário apresentou o corte como parte de um esforço para diminuir a quantidade de postos de alta patente e concentrar recursos na preparação para conflitos e na capacidade operacional das tropas.

Hegseth também voltou a atacar políticas que, em sua avaliação, afastaram os militares de sua função principal. O discurso reuniu as mudanças de comando, a participação de empresários no planejamento tecnológico e anúncios de alterações no apoio religioso oferecido aos integrantes das Forças Armadas.

Artigo Anterior

Flávio não adere à carta contra trabalho escravo assinada por Lula e presidenciáveis

Próximo Artigo

Lula negocia reagir ao vivo no Flow ao debate da Globo

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!