
Leonardo Sakamoto, via UOL
Leonardo Sakamoto comentou no UOL News, a reportagem da revista piauí segundo a qual Flávio Bolsonaro destinou, em 2023, uma emenda de R$ 200 mil a um projeto em área de milícia, a pedido de Robson Calixto Fonseca, o Peixe, preso e citado no caso Marielle Franco. O colunista defendeu que o episódio seja investigado e que o candidato à Presidência dê explicações públicas sobre a relação apontada pela reportagem.
Essa acusação é gravíssima. Repito: se estivéssemos em uma situação normal, o senador Flávio Bolsonaro seria obrigado a dar justificativas e não contar mentiras a respeito disso.
O envio de dinheiro para pessoas com ligação com a morte de Marielle Franco significa que o senador está envolvido com a morte de Marielle Franco? Não. Significa que há indícios fortes de relação financeira de um candidato à Presidência da República com milícias envolvidas na morte de Marielle Franco. E isso precisa ser investigado, e o senador deveria dar respostas sobre isso.

Seria interessante que os eleitores cobrassem de Flávio Bolsonaro uma posição. Por que ele mandou dinheiro para gente relacionada à milícia, que nada mais é do que uma facção criminosa? Milícia não é diferente de PCC, CV, Terceiro Comando, Amigos dos Amigos, nada disso. Hoje é tudo narcomilícia.
Os antigos grupos de extermínio transformaram-se e, hoje, milícia vende droga, controla território, tem a mesma coisa que o tráfico, que as facções criminosas. A única diferença é que muitas milícias nasceram no seio de uma parte da polícia.