
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) declarou à Justiça Eleitoral gasto de R$ 101,5 mil com pesquisas internas diárias de intenção de voto para a disputa ao Palácio do Planalto. O serviço, conhecido como tracking, busca acompanhar as oscilações do eleitorado ao longo da campanha.
O pagamento foi feito ao Ibespe Estudos & Marketing Ltda., instituto contratado para realizar os levantamentos diários. Até agora, a campanha de Flávio é a única na corrida eleitoral de 2026 a registrar pagamentos à empresa.
Os trackings dão às campanhas dados frequentes sobre a percepção dos eleitores e permitem ajustes de estratégia diante de alterações nas intenções de voto. Diferentemente das pesquisas divulgadas ao público, esses levantamentos orientam decisões internas.
O Ibespe é comandado pelo cientista político Marcelo Di Giuseppe e por Daniela Di Giuseppe. A empresa ficou responsável pelo acompanhamento cotidiano contratado pela candidatura do senador.

PL também contratou pesquisas de opinião pública
Além dos trackings, o PL contratou a Cota Pesquisas de Mercado e de Opinião Pública Ltda. para realizar pesquisas de opinião pública durante a campanha.
A legenda declarou pagamento de R$ 765 mil à Cota Pesquisas. O valor se soma aos R$ 101,5 mil destinados ao Ibespe para os levantamentos internos diários.
As pesquisas de opinião pública contratadas pelo partido têm função diferente dos trackings, que medem com maior frequência o humor do eleitorado. Os dois serviços compõem a estrutura de monitoramento da campanha.
Os gastos declarados indicam que a campanha de Flávio Bolsonaro reservou ao menos R$ 866,5 mil para monitorar intenções de voto e opinião pública na disputa presidencial.