Reinaldo vê “Operação Miriam Cordeiro” às vésperas do debate entre Lula e Flávio

A lobista Roberta Luchsinger durante entrevista à CNN Brasil na noite deste sábado (17). Reprodução

O jornalista Reinaldo Azevedo, em coluna publicada na noite deste sábado no Metrópoles , comparou a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN à participação de Miriam Cordeiro no horário eleitoral de Fernando Collor, em 1989. Às vésperas do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band, o colunista avaliou que a lobista fez insinuações sem apresentar acusações objetivas. Confira trechos:

“A lobista, que falou neste sábado, acusa o presidente de ter acabado com o seu negócio. Disse ter perdido clientes que mantinha havia 10 anos, embora não fique claro exatamente o que ela faz. Distribuiu insinuações contra Lulinha, sugerindo que um empresário se deu bem em razão dessa amizade, mas afirmou também não ter conhecimento de irregularidades. Acha que o ex-amigo tem de ser investigado. Por quê?

Não por contratos irregulares que a dupla tenha conquistado no governo. Ela insiste que inexistem os ditos-cujos e que nada fez de errado. Mas aí se saiu com o seguinte truque: se houver, que a polícia diga, e ela se prontificou a colaborar. Talvez não lhe tenham dito como funciona a Lei nº 12.850: o colaborador tem de começar por confessar os próprios crimes. Mas delatar o quê, se ela diz não ter cometido nenhum? Luchsinger confunde uma delação com a simples acusação dos inimigos da hora. (…)

Num dos momentos que seriam até hilariantes, não fosse tudo bastante melancólico, afirmou que ministros de Estado recorreriam à sua intermediação para conseguir audiência com o presidente da República… Entra na categoria das coisas que nem erradas conseguem ser. (…)

É claro que se trata de uma entrevista para tentar interferir na eleição. Cordeiro afirmou em 1989 naquele depoimento absurdo no horário eleitoral de Collor: ‘Eu peguei a Lurian e entreguei no colo dele e falei: “agora você mata; porque, quando ela estava na minha barriga, eu não permiti”.’ Luchsinger agora diz que Lula será o responsável por qualquer atentado que venha a sofrer. (…)

Que a ‘Operação Luchsinger’ não seja bem-sucedida como foi a ‘Operação Cordeiro’.”

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