Racha no PL: Nikolas exige expulsão de candidato mineiro apoiado por nomes da esquerda

Nikolas Ferreira
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a expulsão de Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim e candidato a deputado estadual, da chapa do PL em Minas Gerais. A reação ocorreu após o nome de Medioli receber apoio do presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro, e da candidata ao Senado Marília Campos (PT) durante um evento em Betim. Medioli não participou do encontro. Com informações do Metrópoles.

“Eu tiraria, expulsaria ele da chapa. Afinal de contas, se ele está fazendo isso durante a campanha, imagina o que ele vai fazer depois”, afirmou Nikolas em áudio publicado nas redes sociais. O deputado tratou a aproximação como uma espécie de traição a Jair Bolsonaro e acusou Medioli de usar o nome do ex-presidente para tentar se eleger.

A fala de Nikolas também expôs uma confusão sobre o comando do PL mineiro. No áudio, ele cita Domingos Sávio como presidente estadual da legenda, mas o parlamentar deixou o cargo em maio. A direção do partido em Minas Gerais está atualmente nas mãos do deputado federal Zé Vitor.

Vittorio Medioli
O ex-prefeito de Betim e candidato a deputado federal, Vittorio Medioli (PL). Fotos: Luci Sallum/PMC

Medioli afirmou que sua força eleitoral em Betim permite receber apoio de diferentes campos políticos. Segundo o candidato, sua candidatura tem atraído eleitores de várias tendências e seu nome também desperta interesse de candidatos majoritários. “Não vejo problema nisto para o partido e nossos candidatos majoritários”, declarou.

Wadson Ribeiro respondeu a Nikolas lembrando que José Alencar, fundador do antigo PL, foi vice de Lula durante seus dois primeiros mandatos. O dirigente do PCdoB argumentou que demandas por emprego, saúde e segurança ultrapassam divisões partidárias e criticou a tentativa de transformar o apoio local em uma disputa ideológica.

A cobrança de Nikolas retoma uma tensão que ele próprio já havia tornado pública no início do ano. Em fevereiro, o deputado ameaçou deixar o PL caso não tivesse influência sobre a montagem da chapa em Minas Gerais. Na ocasião, disse temer que sua votação ajudasse a eleger nomes que considera desalinhados de suas posições. O presidente estadual do PL e Medioli foram procurados pelo Metrópoles e não haviam respondido até a última atualização da reportagem.

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