Quem são os dois jogadores investigados em operação contra tráfico de armas

David, do Vasco, e Hayner, do Vila Nova. Foto: Reprodução

O atacante David, do Vasco, e o lateral-direito Hayner, emprestado pelo Santos ao Vila Nova, são investigados pela Polícia Civil do Espírito Santo por suspeita de ligação com uma organização criminosa associada ao tráfico de drogas e ao tráfico interestadual de armas. Os dois receberam mandados de busca e apreensão nesta segunda (31).

A investigação tramita sob sigilo, e a polícia não divulgou quais suspeitas atribui individualmente a cada atleta. Também não há informação sobre materiais apreendidos em endereços ligados aos jogadores ou aos clubes.

David nasceu em Serra, no Espírito Santo, tem 30 anos e iniciou a trajetória no futebol local. Ele passou pelas categorias de base do Rio Branco-ES antes de se transferir para o Vitória, da Bahia, clube que o revelou em 2015.

O atacante ganhou projeção após marcar 11 gols em 2017 e seguir para o Cruzeiro. Depois, atuou por Fortaleza, Internacional e São Paulo, até chegar ao Vasco em 2024. Pelo clube carioca, soma 107 jogos e seis gols; no sábado (29), entrou no segundo tempo da vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, pelo Brasileirão.

Agentes chegam ao apartamento do jogador David Corrêa. Foto: Divulgação

Hayner jogou pelo Santos antes do empréstimo ao Vila Nova

Hayner também é natural de Serra e tem 30 anos. Assim como David, fez a formação no Rio Branco-ES, mas iniciou a carreira profissional no Bahia.

O lateral acumulou passagens por Náutico, Paysandu, Novorizontino, Louletano, de Portugal, Cuiabá, Azuriz, Sport, Atlético-GO, Dnipro, da Ucrânia, e Coritiba. Ele defendeu o Santos entre 2024 e 2025, em 38 partidas, antes de seguir emprestado ao CRB.

O Vila Nova recebeu Hayner por empréstimo no início de 2026. O jogador disputou 34 partidas pela equipe goiana e deu uma assistência; no domingo (30), atuou durante os 90 minutos na vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, pela Série B.

A Polícia Civil capixaba cumpre 15 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva no Rio de Janeiro, em Goiás, no Distrito Federal e nas cidades de Vitória e Serra. No Rio, a 14ª DP, do Leblon, coordena a ação com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos, em endereços da Barra da Tijuca e de Vargem Grande.

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